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Cuiabá MT, Quarta-feira, 17 de Junho de 2026

POLÍCIA
Terça-feira, 20 de Julho de 2010, 20h:11

Polícia descortina detalhes da vida de Ana

Policiais que investigam o assassinato da advogada e assistente social Ana Antônia da Cunha, de 68 anos, descobrem detalhes impressionantes da vida da vítima. Na casa da advogada, no bairro Araés, próximo do Colégio Estadual Presidente Médici, os policiais não encontraram alimentos e muito menos resquícios de comida. Ninguém sabe como a advogada se alimentava, uma vez que não havia produto alimentício algum. “Nunca ouvi falar que ela cozinhasse, fizesse almoço ou janta. Ou mesmo comprasse comida pronta. Nem embalagens de comida, sacola de supermercado a gente encontrou por lá”, observou um vizinho que teve uma convivência mais próxima com a advogada. Como ela atuava como advogada, os policiais acreditam que ela almoçasse fora ou comia na cantina do Tribunal de Justiça. Os vizinhos sabiam que Ana Antônia tinha um rendimento de cerca de R$ 40 mil mensais e, mesmo assim, vivia numa situação de extrema penúria. “Ela (a advogada) era extremamente econômica, muito econômica”, explicou uma vizinha. Outra dificuldade encontrada pelos policiais é o fato dos três veículos – a picape Saveiro e duas motocicletas – roubados não estarem em seu nome.

Edição EDIÇÃO 16964




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