Lotados na Rotam (Ronda Ostensiva Tático Metropolitana), grupo de elite da Polícia Militar, os agentes Leandro Cardoso, Wailson Alessandro Medeiros Ramos, Wekcerlley Benevides de Oliveira e Jorge Rodrigo Martins vão responder por homicídio e tentativa de homicídio.
Eles foram presos, na quinta-feira (6), acusados de envolvimento no assassinato do advogado Renato Gomes Nery, ex-presidente da OAB-MT, em julho de 2024, em Cuiabá.
Leia também:
Quatro PMs e um caseiro são presos acusados da morte de advogado
No fim da tarde de sexta-feira (7), o sargento PM Heron Teixeira Pena Vieira se entregou, na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Cuiabá (DHPP).
As demais prisões ocorreram durante a Operação Office Crime - A Outra Face, da DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa) da Capital.
Na mesma ocasião, foi preso, em uma chácara em Várzea Grande, o caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva, apontado como autor dos tiros que mataram o advogado.,
Além de homicídio e tentativa de homicídio, os quatro militares presos responderão por fraude processual, pelo episódio em que teriam "plantado" a arma do crime, em confronto forjado ocorrido uma semana após a morte de Nery.
A Polícia Civil levantou a suspeita de que, ao plantarem a arma com assaltantes, os policiais tinham a intenção de dificultar a identificação do autor dos tiros que mataram o jurista
O suposto confronto, conforme o boletim de ocorrência, ocorreu na madrugada de 12 de julho, na Avenida Contorno Leste, no bairro Pascoal Ramos, em Cuiabá, quando os quatro PMs atenderam à denúncia do roubo de um Volkswagen Gol.
O roubo teria acontecido cerca de quatro horas antes dos três suspeitos serem localizados pelos PMs, quando estavam a caminho de um desmanche de carros.
Na ação, os policiais afirmam que houve reação e disparos por parte dos criminosos.
Assim, os tiros foram revidados e resultaram na morte de um dos ladrões e deixou o segundo baleado. O terceiro envolvido fugiu.
Conforme o B.O., onde consta o relato dos policiais, o trio estava com duas pistolas, uma Glock G17 e uma Jericho.
A perícia feita no local não encontrou nenhuma cápsula deflagrada das pistolas. A
suspeita da Polícia é que os PMs tenham plantado não somente a Glock utilizada na morte de Nery, mas também a Jericho.
Na denúncia do MPE (Ministério Público Estadual), consta que o criminoso que foi baleado e sobreviveu afirmou que eles cometeram o roubo do carro utilizando somente uma arma falsa que compraram online.
A vítima do roubo afirmou, em depoimento à Polícia Civil, que os criminosos portavam somente uma arma.
De acordo com o MPE, ambas as pistolas que supostamente estavam em posse do trio não foram encontradas no local do confronto.
Tanto a Glock quando a Jericho foram entregues pelo sargento Jorge Rodrigo Martins ao, na época, delegado titular da DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa), Rodrigo Azem.
A investigação do assassinato de Nery continua pela DHPP, sob a responsabilidade do delegado Bruno Abreu.
O CRIME - Renato Nery morreu aos 72 anos, atingido por disparos de arma de fogo na cabeça, no dia 5 de julho do ano passado, na frente de seu escritório, na Avenida Fernando Correa, na Capital.
O advogado foi socorrido e submetido a uma cirurgia no Hospital Jardim Cuiabá, mas morreu horas após o procedimento médico.
Desde a ocorrência do homicídio, a DHPP realizou várias diligências investigativas, com levantamentos técnicos e periciais, a fim de esclarecer a execução do profissional.
As investigações da DHPP apontam a disputa de terra como a motivação para o homicídio de Renato Nery.




