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POLÍCIA
Sábado, 08 de Março de 2025, 08h:10

FARDA MANCHADA

PMs da Rotam vão responder pela execução do advogado Renato Nery

Além de homicídio e tentativa de homicídio, os militares presos responderão por fraude processual, segundo a DHPP

Da Redação
Reprodução
Quatro militares da Rotam foram presos por suspeita de envolvimento na morte do advogado Ney (destaque). Um PM se entregou depois

Lotados na Rotam (Ronda Ostensiva Tático Metropolitana), grupo de elite da Polícia Militar, os agentes Leandro Cardoso, Wailson Alessandro Medeiros Ramos, Wekcerlley Benevides de Oliveira e Jorge Rodrigo Martins vão responder por homicídio e tentativa de homicídio.

Eles foram presos, na quinta-feira (6), acusados de envolvimento no assassinato do advogado Renato Gomes Nery, ex-presidente da OAB-MT, em julho de 2024, em Cuiabá.

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Quatro PMs e um caseiro são presos acusados da morte de advogado

No fim da tarde de sexta-feira (7), o sargento PM Heron Teixeira Pena Vieira se entregou, na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Cuiabá (DHPP).

As demais prisões ocorreram durante a Operação Office Crime - A Outra Face, da DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa) da Capital.

Na mesma ocasião, foi preso, em uma chácara em Várzea Grande, o caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva, apontado como autor dos tiros que mataram o advogado., 

Além de homicídio e tentativa de homicídio, os quatro militares presos responderão por fraude processual, pelo episódio em que teriam "plantado" a arma do crime, em confronto forjado ocorrido uma semana após a morte de Nery. 

A Polícia Civil levantou a suspeita de que, ao plantarem a arma com assaltantes, os policiais tinham a intenção de dificultar a identificação do autor dos tiros que mataram o jurista

O suposto confronto, conforme o boletim de ocorrência, ocorreu na madrugada de 12 de julho, na Avenida Contorno Leste, no bairro Pascoal Ramos, em Cuiabá, quando os quatro PMs atenderam à denúncia do roubo de um Volkswagen Gol. 

O roubo teria acontecido cerca de quatro horas antes dos três suspeitos serem localizados pelos PMs, quando estavam a caminho de um desmanche de carros.

Na ação, os policiais afirmam que houve reação e disparos por parte dos criminosos. 

Assim, os tiros foram revidados e resultaram na morte de um dos ladrões e deixou o segundo baleado. O terceiro envolvido fugiu.

Conforme o B.O., onde consta o relato dos policiais, o trio estava com duas pistolas, uma Glock G17 e uma Jericho. 

A perícia feita no local não encontrou nenhuma cápsula deflagrada das pistolas. A

suspeita da Polícia é que os PMs tenham plantado não somente a Glock utilizada na morte de Nery, mas também a Jericho. 

Na denúncia do MPE (Ministério Público Estadual), consta que o criminoso que foi baleado e sobreviveu afirmou que eles cometeram o roubo do carro utilizando somente uma arma falsa que compraram online. 

A vítima do roubo afirmou, em depoimento à Polícia Civil, que os criminosos portavam somente uma arma.

De acordo com o MPE, ambas as pistolas que supostamente estavam em posse do trio não foram encontradas no local do confronto. 

Tanto a Glock quando a Jericho foram entregues pelo sargento Jorge Rodrigo Martins ao, na época, delegado titular da DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa), Rodrigo Azem. 

A investigação do assassinato de Nery continua pela DHPP, sob a responsabilidade do delegado Bruno Abreu.

O CRIME - Renato Nery morreu aos 72 anos, atingido por disparos de arma de fogo na cabeça, no dia 5 de julho do ano passado, na frente de seu escritório, na Avenida Fernando Correa, na Capital.

O advogado foi socorrido e submetido a uma cirurgia no Hospital Jardim Cuiabá, mas morreu horas após o procedimento médico.

Desde a ocorrência do homicídio, a DHPP realizou várias diligências investigativas, com levantamentos técnicos e periciais, a fim de esclarecer a execução do profissional.

As investigações da DHPP apontam a disputa de terra como a motivação para o homicídio de Renato Nery.


Edição edição 16957




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