Ladrões não se preocuparam com o fato de haver pessoas no terminal de ônibus e só não finalizaram o trabalho porque os policiais chegaram
ADILSON ROSA
Da Reportagem
Seis homens fortemente armados um deles utilizando uma submetralhadora tentaram explodir o caixa-eletrônico do Banco Bradesco instalado na rodoviária de Cuiabá ontem de madrugada. Como havia dezenas de pessoas no recinto, uma delas acionou a PM, que evitou o ataque a um dos dois caixas instalados no alto da escadaria. Os ladrões, então, fugiram em duas motocicletas e um automóvel estacionados nos fundos. Os bandidos chegaram a usar uma alavanca para danificar o bocal do caixa, de onde sai o dinheiro. Eles preparavam para colocar uma dinamite e detonar o terminal de autoatendimento quando ouviram o barulho das sirenes das viaturas da Base Comunitária do bairro Araés. Na fuga, deixaram apenas a alavanca e uma mochila preta, levando o restante. Segundo o relato de testemunhas, os bandidos chegaram em duas motos trazendo duas mochilas. Numa delas, retiraram uma alavanca e fizeram um corte lateral para colocar a dinamite e explodir o caixa. Como havia dois caixas próximos, suspeita-se de que os dois seriam detonados. Os ladrões acabaram fugindo antes mesmo de colocar o explosivo. Ficamos sabendo que, ao avistar as viaturas em cima do viaduto, resolveram fugir, informou um dos policiais militares que esteve no loca. O que chamou a atenção dos policiais foi a audácia dos ladrões, que tentaram explodir um caixa num local público aberto onde centenas de pessoas passam, mesmo no período noturno. Funcionários lembraram que, no ano passado, o caixa do Banco do Brasil foi pelos ares sendo explodido possivelmente pelos mesmos bandidos. A detonação do caixa deixou pedaços espalhados por toda a plataforma. Foi uma coisa fora do comum. Na época, chegaram a atirar numa lanchonete na parte de baixo da Rodoviária. O que falta aqui é policiamento, reclamou um ex-funcionário de uma empresa de ônibus e que trabalhava na Rodoviária. A tentativa de arrombamento está sendo investigada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado da Policia Civil. O delegado Flavio Stingueta colocou uma equipe no caso. Ele deverá analisar as imagens do circuito interno para tentar identificar os criminosos.