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POLÍCIA
Quarta-feira, 05 de Maio de 2010, 20h:46

VIZINHANÇA

PM é acusado de matar taxista em VG

Vítima e suspeito seriam vizinhos. João Martins foi à casa do policial tomar satisfação, com faca em punho, sobre som alto e acabou morto

ADILSON ROSA
Da Reportagem
O taxista João Quirino Martins, de 57 anos, foi assassinado ontem de madrugada com quatro tiros de pistola, após uma discussão por causa de um som com o volume alto que vinha da casa do vizinho. Um policial militar é acusado do assassinato. Armado com uma faca, a vítima foi tomar satisfação do vizinho e acabou baleado na cabeça, no tórax, no abdômen e na perna. Testemunhas apontam o militar identificado como soldado Nascimento como autor do homicídio. O crime ocorreu por volta da meia-noite, na rua das Orquídeas, no bairro Mapim, em Várzea Grande. A vítima ainda caminhou alguns metros até cair morta em frente de sua própria casa. Em seguida, o militar e demais pessoas que estavam na casa não foram mais vistas. Testemunhas disseram que na residência do vizinho ocorria uma festa com vários convidados, onde o volume do som estava incomodando alguns moradores. Assim que retornou para casa, o taxista foi pedir para abaixar o volume. “Ele teria discutido com as pessoas e voltou para casa. Não demorou muito e voltou com uma faca. E, aí aconteceu. A gente escutou os tiros”, disse um morador próximo do local do crime. Testemunhas acrescentaram que, após os tiros, o som que vinha da casa também não foi mais ouvido. A esposa da vítima informou que o marido chegou em casa embriagado e ficou incomodado com o som. Disse a ela que iria pedir para abaixar. “Sei que a vizinha é conhecida como Ana e tinha uma festa lá. Não converso muito com vizinhos. Ainda escutei um deles chamando meu marido para beber. Depois, ouvi os tiros”, relatou. João Quirino trabalhava no Centro de Cuiabá e fazia ponto em frente à prefeitura da Capital. Policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) estiveram no local e localizaram duas cápsulas na rua. Com isso será possível fazer o exame de balística com a arma do militar, que ainda não se apresentou à Companhia de Polícia Comunitária do Jardim Imperial, em Várzea Grande. Ontem de manhã, vizinhos estavam revoltados com o crime, principalmente pelo fato de um policial estar envolvido. “A polícia existe para dar segurança, não para cometer crime. Desse jeito, temos que mudar de país. É um absurdo mesmo”. Em nota, a Polícia Militar informou que o soldado Nascimento ainda não foi localizado nem em sua casa e tampouco na Companhia, onde é lotado. Em outro trecho, a nota destacou que assim que for localizado, será levado até a Polícia Civil para prestar esclarecimentos. Caso fique confirmada a participação dele no crime, será instaurada um Inquérito Policial Militar através da Corregedoria Geral da PM.

Edição EDIÇÃO 16966




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