POLÍCIA
Sábado, 30 de Janeiro de 2010, 18h:25
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PM apresenta números e diz que fatos são isolados
Para a Polícia Militar os roubos à mão armada ocorridos nas últimas semanas em Chapada dos Guimarães, inclusive a tentativa de assalto à agência do Banco do Brasil, em julho do ano passado, são fatos isolados. Para comprovar, o comandante interino da Companhia Independente, capitão André Avelino Figueiredo, apresenta um quantitativo dos crimes registrados em 2009, na cidade. De um total de 66 casos, 25 foram furtos a residências e 14, em estabelecimento comercial. Os roubos (quando há emprego da violência física ou verbal) somaram um total de 15, incluindo aqueles contra pessoas, em comércios, residências, de veículo e com restrição de liberdade da vítima. No mesmo período, ocorreram quatro homicídios. O capitão reforça ainda que apesar dos casos de grande repercussão causarem certa sensação de insegurança ou mesmo pânico na população, eles são esporádicos. Rebate ainda a falta de policiamento na cidade, embora considere necessário ampliar o efetivo. O atendimento é feito o mais rápido possível para garantirmos um resultado eficiente, garante. A PM da cidade, que também atende Brasilândia e Planalto da Serra, conta com 38 policiais e com duas viaturas rodando. Outras duas estão paradas, aguardando manutenção. Já o delegado de Polícia Civil local, João Bosco de Barros, observa que a cidade conta com inúmeras casas de veraneio que ficam fechadas durante toda a semana, ou mesmo meses. Quando o proprietário chega e encontra a casa arrombada não sabe dizer o dia em que o fato aconteceu. Aí, fica difícil para a polícia investigar, alega, reconhecendo também a carência de recursos humanos. Outras situações são apontadas como fatores que têm levado à ocorrência de casos mais violentos na cidade. Um deles é a proximidade com Cuiabá (a cidade fica a 67 quilômetros da Capital), que estaria mais estruturada para o combate à criminalidade, levando os bandidos a migrarem para cidades vizinhas. Outro é o fato de o município hoje ser passagem ou rota para um grande fluxo de pessoas que vai para o sul ou Nortão do Estado. (JD)