Para despistar crime, mãe impedia avô de visitar bebê
KEITY ROMA
Da Reportagem
O pedreiro Luiz Lima de Oliveira, de 60 anos, quer obter a guarda judicial da neta N.F.O, de 1 ano e 11 meses, violentada pelo padrasto, Marcondes Dias de Moura, de 35 anos. Oliveira é avô paterno da criança e descobriu que a menina vinha sofrendo abusos sexuais após ser proibido de vê-la durante um mês pela mãe da menina, Azenil Mira de Oliveira, suspeita de ser cúmplice do agressor. Eu ia lá todo final de semana, pegava ela (a criança) e levava para ficar na minha casa. Durante um mês a mãe dela ficou dizendo que eu não ia ver a minha neta e inventava desculpas. Um dia a acusei de maus-tratos e ela disse então que eu levasse a criança comigo para cuidar dela. Peguei a malinha dela e a levei. Em casa, minha mulher foi dar banho e viu a menina toda machucada entre as pernas. Os avós paternos levaram o bebê para o Pronto-socorro Municipal de Cuiabá (PSMC) no dia 28 de março. A alta está prevista para sexta-feira. A mãe da criança teria mais quatro filhos.