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POLÍCIA
Terça-feira, 13 de Setembro de 2011, 18h:57

ANA CRISTINA

Ninguém viu garota sair do bairro

Uma das maiores dificuldades encontradas pela polícia nas investigações do assassinato da menina Ana Cristina Costa Silva, de 8 anos, é encontrar testemunhas para ajudar descobrir como ela saiu de sua casa, no Jardim Passaredo, na última quinta-feira de manhã. Ela foi localizada morta no domingo à tarde num terreno do Jardim Industriário, longe de onde morava. “Ainda não encontramos alguém que tivesse visto a menina sair de casa no horário descrito pelo pai. Não é possível que ela tenha desaparecido sem que alguém passasse por ela. Por enquanto, temos apenas especulações”, explicou o delegado Antônio Carlos Garcia, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e responsável pelas investigações. As suspeitas são reforçadas pela tia da menina, Maria Auxiliadora Costa, que procurou pela vizinhança e ninguém viu Ana Cristina caminhando ou em companhia de alguém. “Batemos de porta em porta, pedimos ajuda, mas ninguém viu a minha sobrinha. Isso é impossível, pois ainda vamos achar uma testemunha”, ressaltou. As investigações apontam que Ana Cristina pode ter sido morta por asfixia, pois o corpo, mesmo em decomposição, não apresentava lesões externas. O criminoso pode ter usado algum travesseiro, pano ou mesmo uma sacola plástica deixando a vítima sem ar. A menina estava nua, reforçando a hipótese de que ela tenha sido abusada sexualmente. Segundo o delegado, o exame das vísceras da vítima é que poderá confirmar ou não a suspeita do assassinato por asfixia. A Polícia vai aguardar também o resultado de exames complementares para saber se a menina foi abusada sexualmente ou não. “Lesão externa não tinha. Então, vamos esperar o exame das vísceras e também os complementares, para saber se houve abuso sexual. Só que esses resultados demoram, não saem em 24 horas”, explicou o delegado. A forma como a menina foi executada chamou a atenção dos policiais, uma vez que não será possível apreender a arma do crime. Um caso semelhante foi dos dois sindicalistas de Poconé, conhecido como “Caso Filãozeiros”, mortos por asfixia também. Em agosto de 1994, os sindicalistas Francisco Lima de Jesus, o “Chico” e, Edmar Viana Pereira, o “Pio” foram mortos por asfixia. Segundo policiais, Ana Cristina já havia sido violentada sexualmente quando tinha apenas três anos. As informações sobre este crime serão levantadas junto à Delegacia da Mulher a fim de auxiliar na apuração do assassinato. (AR)

Edição EDIÇÃO 16964




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