Os advogados do ex-delegado de polícia civil Edgar Fróes entraram com pedido de desaforamento (troca de Comarca) do processo criminal no qual ele aparece como mandante do assassinato da empresária Marluce Dias e do filho dela, Rodolfo Alves. A preferência é pela comarca de Rondonópolis e a alegação é de que em outra Comarca o julgamento poderá ser imparcial. O Ministério Público Estadual (MPE) informou que é contrário ao pedido. O duplo homicídio aconteceu no dia 18 de março de 2004 no Jardim Shangri-lá, em Cuiabá. Pelo crime seis pessoas foram denunciadas pelo MPE, sendo que quatro já foram julgadas e condenadas. Além do delegado, falta ser julgado o motociclista Josuel Corrêa da Costa, o Jô, que deveria sentar-se no banco dos réus em agosto do ano passado, mas a pedido do MPE teve o júri adiado e unificado. Josuel é acusado de intermediar o crime com Benedito da Costa Miranda, o Piré, mas nega ter participado do assassinato. Fróes foi denunciado pelo MPE como mandante e por crime de peculato (apropriação de algo valendo-se de função pública). A empresária tinha em mãos documentos que comprometeriam o delegado. (AR)