POLÍCIA
Quinta-feira, 11 de Março de 2010, 21h:32
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CHEQUES CLONADOS
Mototaxista é acusado de golpes
A prisão do mototaxista Olavo Donizete Gualano, de 18 anos, levou policiais da Delegacia do Complexo do Verdão a desarticular um esquema de clonagem de cheques na Capital. Ele foi preso anteontem tentando sacar um segundo cheque clonado. O valor foi alterado - de R$ 500 para R$ 2.870. O funcionário do Banco do Brasil, então acionou os policiais que prenderam Olavo em flagrante. Segundo os policiais, pelo esquema os integrantes do bando descobrem empresas que trabalham com cheques pré-datados fazendo pagamentos em postos de combustíveis ou outros estabelecimentos. A partir daí, chega um dos golpistas se passando por funcionário da empresa e pede cópia dos cheques. Com a cópia, faz-se a clonagem aumentando o valor do cheque. O dinheiro sacado é depositado numa conta sem autorização do titular, que só depois percebe a movimentação. O golpe foi descoberto na segunda-feira, com um cheque de um microempresário que foi alterado de R$ 800 para R$ 2.500. A clonagem foi descoberta pelo caixa do Banco do Brasil, ao passar a tarja do cheque na máquina de segurança. Os números não foram lidos e ele teve que digitar manualmente. A partir daí, os demais caixas foram avisados do golpe. Então, fomos procurar a mulher que teve a conta usada para depósito do cheque, explicou o policial. Ao chegar a casa dela, no CPA III, os policiais foram informados de que trabalha no centro da Capital. No momento em que a localizaram, foram avisados de que um segundo cheque estava sendo descontado. Desta vez, pelo motoboy, que foi autuado em flagrante por estelionato. Conforme os policiais, o micro empresário comprou combustível de um posto no centro da Capital com cheques pré-datados. Na semana passada, foi até o posto e descobriu que um homem, se passando por funcionário da empresa, fez cópias dos cheques. Então, na segunda-feira, o gerente da loja me ligou dizendo que tinha um cheque meu, pré-datado para abril, de quase R$ 3 mil. Peguei meu carro e fui procurar o posto para saber o que tinha acontecido e descobri o esquema, explicou a vítima. Na delegacia, Olavo disse desconhecer o esquema. Relatou que foi procurado por um homem que dirigia uma picape com decalque do Círculo Militar. Ele sempre me pedia para descontar o cheque e depositar em outra conta. Por esse serviço, recebia uma pequena comissão. Não sabia, no entanto que se tratava de cheque clonado, alegou o motoboy. (AR)