POLÍCIA
Terça-feira, 03 de Maio de 2011, 20h:52
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LATROCÍNIO
Morre 4ª vítima em apenas oito dias na Grande Cuiabá
O funcionário da Sadia Oeste João Batista de Campos, de 34 anos, é a quarta vítima de latrocínio (roubo seguido de morte) ocorrido em oito dias na Grande Cuiabá. Ele morreu ontem de madrugada no Pronto-Socorro de Cuiabá (PSC), onde estava internado em estado grave desde o dia 25 de abril. Na ocasião, ele foi baleado na cabeça durante um assalto a um bar na rodovia de acesso ao Capão Grande, em Várzea Grande. Testemunhas disseram que ele foi rendido por dois homens armados e obrigado a entregar relógio, celular e outros pertences. Na fuga, um dos bandidos atirou. Levado ao PSC, ele estava internado em estado grave. Testemunhas disseram que ele saiu de mais um dia de serviço e foi ao bar, que funcionava próximo da casa dele, no bairro Nova Várzea Grande. Lá, se encontrou com uma mulher identificada como Andréa e, minutos depois, o recinto foi invadido por dois rapazes armados com revólveres que renderam a vítima. Os ladrões teriam rendido mais pessoas. Na fuga, teriam atirado em João Batista. Foi por pura maldade porque ele não havia reagido, ninguém reagiu, relatou uma testemunha. Para o delegado Antônio Carlos Garcia, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), os indícios até agora apontam que João Batista foi vítima de latrocínio. As informações dão conta de que ele (João Batista) foi baleado pelos assaltantes que levaram os pertences, frisou. Os policiais já têm o nome dos suspeitos. Este foi o quarto latrocínio ocorrido em oito dias na Grande Cuiabá. No dia 25 de abril, o peixeiro Reinaldo Alexandre de Freitas, de 44 anos, teve sua casa invadida por dois homens armados com revólveres que o renderam junto com a esposa. Segundo o relato da mulher, os bandidos chegaram exigindo dinheiro. Ela ouviu o barulho e entrou na sala e acabou entregando R$ 3.500 para os assaltantes. Em seguida, a vítima foi executada com um tiro na cabeça. No dia seguinte, o capitão PM Acelino Sampaio, de 50 anos, foi morto com um tiro na cabeça após reagir a um assalto na modalidade saidinha de banco. Ele foi rendido por dois rapazes na porta da sua casa, no Jardim Imperial. Ele teria reagido e um dos assaltantes atirou matando-o no local. Na quarta-feira, o comerciante Martin Pompeo de Barros, de 48 anos, foi morto por um travesti e o companheiro dele para roubar uma picape S10 preta, do empresário. Dos quatro latrocínios, apenas dois não foram esclarecidos. (AR)