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POLÍCIA
Quarta-feira, 01 de Julho de 2009, 19h:58

ASSASSINATOS

Meio do ano mantém cerca de 150 crimes

ADILSON ROSA
Da Reportagem
O primeiro semestre deste ano terminou com 157 assassinatos na Grande Cuiabá, um número parecido com o mesmo período do ano passado, que teve 160 execuções. O ritmo da matança nos dois períodos analisados demonstra que medidas anunciadas para diminuir a criminalidade não têm surtido efeito. A expectativa da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) seria alcançar ao menos pela metade as mortes e, a partir daí, diminuir os casos de forma gradual. Dados da Sejusp apontam que, nos últimos 10 anos, a violência resiste em diminuir. Em relação aos assassinatos na Grande Cuiabá, eles nunca foram inferiores a 300 anualmente. Junho encerrou com 23 execuções, um número cerca de 25% inferior ao mês anterior, que teve 32 crimes entre homicídios e latrocínios (roubo seguido de morte), o mais violento de 2009. Mesmo assim, não foi suficiente para abaixar de forma significativa a quantidade de assassinatos no semestre. Dos 23 assassinatos, 13 ocorreram em Cuiabá e 10, em Várzea Grande. Junho teve também dois latrocínios – um em cada cidade. O número de homicídios na Cidade Industrial também aumentou, uma vez que está próximo do total da Capital. A maior parte dos assassinatos foi esclarecida. Junho foi um dos meses mais “calmos”, ao lado de janeiro, que teve 21 assassinatos. Até o dia 27, eram 20 execuções, mas nos últimos três dias foram três homicídios, sendo um duplo, ocorrido nos fundos de um posto de combustível em Várzea Grande. Para policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o preocupante é que se até a metade do ano foram quase 160 assassinatos, neste ritmo 2009 terminará com mais de 300 execuções, um total apontado como “altíssimo”, considerando-se que foram colocados em prática vários planos de combate à violência. Nem mesmo o trabalho dos policiais da DHPP tem surtido efeito, pois, no entendimento deles, quanto mais prisões são feitas, mais se inibiria o crime. “Temos um alto índice de resolução dos assassinatos. Poucos crimes de pistolagem. O crime passional (motivado por paixão), não temos como prever”, informou um policial plantonista. Além do crime passional, os assassinatos da Grande Cuiabá estão ligados a acerto de contas, vingança e principalmente relacionados a tráfico de drogas. Os policiais acrescentaram que muitas vítimas eram usuárias de entorpecentes ou também disputavam pontos de tráfico em bairros da Capital.

Edição EDIÇÃO 16962




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