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POLÍCIA
Quinta-feira, 08 de Maio de 2008, 22h:23

AGRESSÃO INFANTIL

Mãe é detida por bater com fivela de cinto em filha de 3

A criança K.K.S.A., de 3 anos é mais uma vítima de violência na Capital. A menina foi espancada pela própria mãe, a dona-de-casa, Adriana Luzia da Silva, de 24 anos. Ela confessou o crime, após ser denunciada pela cunhada, a técnica em enfermagem, Chirlene Silva Almeira. O promotor, José Antonio Borges, da 19ª Promotoria da Infância e Adolescente, transferiu a guarda da criança provisoriamente à tia paterna, a professora Danielle A.S. Almeida. O fato ocorreu na quarta-feira à noite, na casa de Adriana, no bairro Sol Nascente, em Cuiabá. De acordo com a tia Chirlene, quando ela chegou ao local e viu a sobrinha toda surrada, inclusive com marcas da fivela do cinto no rosto, chamou a mãe para saber o que tinha ocorrido. A agressora disse que havia batido na criança porque ela tinha teimado. “Dessa vez eu exagerei”, afirmou a mãe. Inconformada com a situação, a tia avisou que iria à polícia. “Pode ir”, disse. No dia seguinte, a técnica em enfermagem pegou a sobrinha e a mãe e se deslocaram até o Conselho Tutelar do bairro Planalto, para registrar a ocorrência. Após o depoimento prestado na Delegacia da Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica), a agressora foi indiciada por maus-tratos. De acordo com o delegado Marcio Antonio Cambaúba, ela poderá pegar de dois meses até quatro anos de prisão. Segundo ele, a pena ainda poderá aumentar em um terço. “Vai depender do resultado do laudo, que vai confirmar o nível do espancamento. Se for grave, a pena será elevada”. Segundo a mãe, K.K.S.A. estava desobedecendo às ordens dela. “Eu pedi para ela andar do meu lado, enquanto eu carregava a minha filha mais nova, e ela respondia que não ia. Quando cheguei em casa, dei a surra nela”. Adriana ainda afirmou que sempre dava umas “cintadinhas” na filha para que ela a obedecesse. Ela também disse que a filha estava sendo “mal-educada” por causa da interferência da família do pai, o gari Assis Marcelo que no momento da agressão estava no trabalho. Conforme a cunhada Chirlene, a agressora é reincidente. Ela disse que a sobrinha tem cicatrizes antigas. De acordo com a Deddica, o laudo do Instituto Médico Legal (IML) ficará pronto dentro de 15 dias.

Edição EDIÇÃO 16966




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