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Cuiabá MT, Segunda-feira, 15 de Junho de 2026

POLÍCIA
Sábado, 12 de Fevereiro de 2011, 13h:26

CAIXA-ELETRÔNICO

Lucro com furtos pode chegar a R$ 20 mi

Os ataques a caixas-eletrônicos podem render muito mais do que a polícia imagina. Ladrões presos recentemente revelaram a policiais militares que os caixas reabastecidos comportam de R$ 300 mil até R$ 800 mil, sendo estes fora das agências que, com mais caixas, têm menos dinheiro por unidade. Os valores fornecidos nos arrombamentos não são confirmados pelas instituições financeiras, vítimas dos ataques. Pelas contas dos ladrões, dificilmente encontram menos de R$ 100 mil nos caixas arrombados. No ano passado, foram 120 ataques entre furtos, roubos e tentativas. Dos 100 crimes consumados e numa média de entre R$ 100 mil e R$ 200 mil, os ladrões teriam lucrado entre R$ 10 milhões e R$ 20 milhões. Esse valor, no entanto não é confirmado pelos bancos. Conforme os assaltantes, eles já chegaram a levar R$ 800 mil de um caixa do Banco do Brasil, localizado fora de agência, em Cuiabá. Os roubos são planejados geralmente no início do mês quando ocorre pagamento do funcionalismo público. “Os assaltantes não escolhem caixas-eletrônicos fora de agência por causa da segurança, mas pela quantidade de dinheiro que conseguem levar”, explicou um dos policiais. Na semana passada, dois assaltantes foram presos com R$ 112 mil retirados de um caixa do Banco do Brasil instalado numa farmácia da avenida Mato Grosso, no Centro da Capital. Como o caixa tinha sido reabastecido cinco dias antes, os policiais calculam que estaria mesmo com cerca de R$ 200 mil em cédulas de diversos tamanhos. Dias antes, houve mais dois ataques sendo um na Funai – onde os bandidos não chegaram a cortar o caixa do Banco do Brasil - e outro na Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), onde amarraram os vigias e conseguiram levar todo o dinheiro. Para evitar os constantes arrombamentos, o Banco do Brasil aguarda autorização do Tesouro Nacional para instalar uma placa de tinta nos caixas. Assim que o maçarico começar a cortar a lataria, a placa explode sobre as cédulas inutilizando-as. Essa medida é vista como a melhor forma de neutralizar essa modalidade de crime. O Banco 24 Horas já tem um sistema semelhante. Uma placa de piche explode caso alguém corte a lataria com um maçarico, mas, neste caso, as cédulas acabam pegando fogo junto com a máquina. (AR)

Edição EDIÇÃO 16962




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