POLÍCIA
Terça-feira, 20 de Abril de 2010, 20h:15
A
A
RIO CUIABÁ
Localizadas pernas de esquartejado
A polícia localizou ontem à tarde as duas pernas do desconhecido cujo corpo foi colocado dentro de uma mala e jogado nas águas do rio Cuiabá. As pernas estavam na mala, mas um pescador, ao abri-la, pensou que se tratasse de um animal e as jogou nas águas. A mala foi localizada anteontem à tarde, na região da Marina, após a ponte Júlio Müller, onde ficou enroscada no rebojo. Desde então, a polícia tenta localizar as partes do corpo perdida. Segundo policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), uma das pernas estava nas proximidades do bairro Carrapicho, em Várzea Grande, e a outra, abaixo, no rio Cuiabá, perto da ponte dos Imigrantes, localizada por volta das 18 horas. As pernas foram levadas para o Instituto de Medicina Legal (IML). Desde a localização de partes do corpo, estávamos à procura do restante. Agora, só falta mesmo a identificação, explicou um dos policiais. O desconhecido - um rapaz de cor morena e trajando camisa do flamengo e bermuda jeans - teria sido morto a facadas e esquartejado há quatro ou cinco dias. Até ontem à tarde, nenhum familiar esteve no IML para tentar fazer a identificação. Possivelmente os criminosos teriam jogado a mala no rio para que afundasse, mas, por se tratar de um corpo, acabou boiando. O jovem foi morto com várias facadas no tórax. Em seguida, foi esquartejado. Suas pernas foram cortadas e também foi decapitado. Policiais da DHPP descobriram que as pernas estavam na mala ao conversar com o adolescente que a localizou. O garoto disse que as pernas estavam juntas, mas foram jogadas na água. A delegada Sílvia Pauluzi, responsável pelas investigações, acredita que somente com a identificação da vítima será possível chegar aos autores. Não há registro de queixas na delegacia de desaparecidos com as características da vítima. Técnicos em necropsia do IML informaram que foram colhidas as impressões digitais para fazer o confronto junto ao Instituto de Criminalística, caso a vítima tenha ficha criminal ou confeccionado a cédula de identidade em Mato Grosso.