POLÍCIA
Sexta-feira, 12 de Setembro de 2008, 20h:04
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ASSALTO
Ladrões tentaram levar R$ 150 mil do BB
Boa parte do dinheiro, encontrada dentro de saco plástico, era movimentação dos caixas. Cofre da agência não foi acessado pelos assaltantes
ADILSON ROSA
Da Reportagem
A polícia informou que os quatro assaltantes que invadiram a agência do Banco do Brasil de Várzea Grande, onde fizeram 11 reféns, entre funcionários e clientes, tentaram roubar cerca de R$ 150 mil. Boa parte, R$ 102 mil, do dinheiro foi localizada num saco plástico, além de três malotes. As notas do saco foram retiradas dos caixas, mas o alvo dos ladrões seria o cofre, que estava fechado e só abre em horário programado. Além de fechado, o cofre estava vazio. Não tinha dinheiro algum. Na verdade, eles sabiam o horário que em os malotes seriam buscados pela empresa de transporte de valores usaram uniforme semelhante a dos funcionários, informou o delegado Luciano Inácio da Silva, da Gerência Anti Seqüestro e Investigações Especiais (GRESIE). Na tentativa de assalto, que durou quase duas horas, foram presos Valdeci Nascimento de Almeida, de 22 anos, Érico Sebastião Silva Moraes, de 30, Jorge Henrique Teixeira, de 22, e Kenner Alaílson Marques Ferreira, também de 22 anos. Três dos quatro presos têm extensa ficha criminal. Valdeci responde inquérito por receptação, tráfico, lesão corporal, homicídio e tentativa. Kenner, por formação de quadrilha, porte ilegal, roubo e furto, e Jorge, por tráfico e furto. Conforme o delegado, havia ao menos uma pessoa dando apoio do lado de fora, pois o Celta usado pelos criminosos foi abandonado no bairro Construmat. Sabemos que o veículo é produto de roubo, mas não temos mais detalhes, frisou. Luciano esclareceu que foram quatro revólveres apreendidos sendo dois roubados da empresa Sebival, um deles, tomado do vigia no momento do assalto. Uma das armas estava com a numeração raspada indicando ter sido roubada também. O assalto, que começou por volta das 17h30 e terminou cerca de duas horas depois, foi percebido pelo vigia. Segundo ele, a empresa de transportes de valores não tem Celta, mas Pálio como veículos de apoio. Então, acionou a PM, que enviou uma viatura que passava próximo ao local naquele momento. Os policiais perceberam a estranha movimentação e pararam em frente à agência. Os ladrões, que pretendiam demorar no máximo cinco minutos, recuaram e fizeram 11 pessoas reféns. Para entrar na agência, os criminosos arrebentaram no chute o vidro que separa o setor de caixas eletrônicas do resto do banco. Com telefones celulares, os criminosos ligaram para as respectivas esposas, que chegaram logo em frente da agência. O delegado Antônio Carlos Garcia, um dos primeiros a chegar, falava com os criminosos através do celular iniciando as negociações. Foram algumas exigências, como a presença da doutora Betsey de Miranda (presidente da comissão de defesa dos direitos humanos da OAB). Queriam também que o flagrante fosse realizado na Delegacia do Verdão. São exigências que não comprometeram a rendição, explicou o delegado. Os criminosos exigiram também a presença da imprensa local e dos seus advogados. Eles também pediram que fossem transportados em viaturas da Polícia Civil.