As investigações do assassinato do motoboy Daniel José de Oliveira, de 24 anos, executado com três tiros de revólver na terça-feira à noite no bairro da Manga, em Várzea Grande, apontam que ele foi vítima de latrocínio (roubo seguido de morte). Testemunhas disseram que ele foi cercado por dois homens que estavam numa outra motocicleta e invadiram o quintal da sua casa assim que ele chegou com sua Honda Fan comprada recentemente. Ele teria reagido ao assalto, chegando a acertar o capacete num dos ladrões que atirou três vezes acertando o abdome e a cabeça do rapaz. O assassinato na Avenida 31 de Março. Conforme as investigações, ele chegou do serviço com sua motocicleta em sua casa e foi direto para o quintal, onde tinha o costume de guardá-la. A vítima foi seguida pelos bandidos, que entraram de moto também. Um deles sacou um revólver e obrigou Daniel a entregar a moto. Mas ele (Daniel) não quis entregar e saiu correndo, acertando um deles com o capacete. O outro então atirou. Só que não roubaram a moto porque na confusão fugiram, deixando a vítima caída no local, relatou um primo de Daniel. Ferido em estado grave, o motoboy foi levado ao Pronto Socorro de Várzea Grande, onde morreu após passar pelo box de emergência. Conforme o primo, o motoboy havia comentado que não iria entregar a moto caso fosse assaltado, uma vez que foi através de um trabalho suado que conseguiu dinheiro para comprá-la. Ele voltava do serviço de entrega de medicamento que fazia para uma farmácia do bairro quando foi seguido pelos bandidos até sua casa. Ele não usava o baú de entrega, o que aumentou a cobiça por parte dos bandidos. Inicialmente, havia a suspeita de execução, porque ele teria sido morto assim que os criminosos se aproximaram. No dia seguinte, os policiais foram informados de que o motoboy tinha reagido a outro assalto. O delegado André Renato Gonçalves deverá ouvir familiares de Daniel e, caso confirme se tratar de um latrocínio, irá transferir as investigações para a Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (DERRFVA). Para policiais plantonistas, os ladrões teriam duas alternativas ao roubar a motocicleta. Uma delas seria desmanchá-la e vendê-la em pedaços. E a outra seria praticar extorsão, solicitando resgate para devolvê-la ao dono. (AR)