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Cuiabá MT, Quarta-feira, 17 de Junho de 2026

POLÍCIA
Sábado, 13 de Setembro de 2008, 11h:11

VIOLÊNCIA

Jovem é executado com 13 tiros

O jovem Ailton Antônio Coutinho, de 25 anos, foi assassinado com 13 tiros de revólver no momento em que passava pela rua dos Pinheiros, no bairro Mapim, em Várzea Grande. A execução ocorreu anteontem, por volta das 22 horas. Testemunhas disseram que cinco rapazes em três bicicletas se aproximaram e três deles descarregaram seus respectivos revólveres. Os tiros atingiram cabeça, tórax e abdômen. Para policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o assassinato foi um acerto de contas, mas ainda não está esclarecido o verdadeiro motivo. Os policiais conversaram com os pais e moradores próximos, mas ninguém quis falar o motivo. Ailton morava no bairro Asa Bela, próximo do Mapim e não tinha antecedente. “Acreditamos que os pais estejam em estado de choque e, por isso, nada falaram”, explicou um policial que participa das investigações. Embora seja um crime de execução, o que chamou a atenção é que foram cinco autores e usadas mais de uma arma. “Quem matou estava com raiva, muita raiva mesmo”, completou. A delegada Sílvia Pauluzi, de plantão na DHPP, colocou uma equipe para trabalhar no crime. Ela deverá ouvir as testemunhas e familiares nesta semana. MISTÉRIO – O assassinato de Ailton é o segundo em poucas horas entre sexta-feira e sábado. No bairro 13 de Setembro, Paulo César Oliveira, de 20, foi executado com um tiro na cabeça em sua própria casa. O corpo foi localizado ontem de manhã pelo pai, que veio chamá-lo para tomar café. A princípio, o crime seria motivado por tráfico de drogas. O pai disse aos policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) que o filho era dependente químico e morava sozinho na casa. Ele foi deixado pela ex-esposa. Paulo somente dormia na casa, que não tinha móveis – apenas um colchão de solteiro. Vizinhos disseram ter ouvido vários tiros por volta da meia-noite. Alguns deles tentaram ligar para a polícia através do telefone celular, mas a região é longe do centro da cidade e o sinal é fraco. Eles não souberam informar quantas pessoas invadiram a casa, mas disseram que muitas pessoas vinham visitá-lo principalmente no período noturno. Apesar da suspeita, os policiais não encontraram drogas na casa. (AR)

Edição EDIÇÃO 16964




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