POLÍCIA
Terça-feira, 08 de Janeiro de 2013, 20h:58
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VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
Jovem atira na porta e mata padrasto
Atirador tem 14 anos, era vítima de constantes agressões e pediu um revolver 38 emprestado para o primo
ADILSON ROSA
Da Reportagem
O cearense Francisco Genivaldo Abel Teixeira, de 26 anos, foi assassinado com um tiro nas costas disparado pelo enteado, um adolescente de 14 anos. O homicídio ocorreu ontem por volta da meia noite e meia, na rua 11 do bairro Ouro Verde, em Várzea Grande. O garoto contou com a participação do primo de 16, que lhe emprestou um revólver calibre 38. Os dois garotos foram localizados e detidos pela participação no assassinato. Aos policiais militares que atenderam a ocorrência, o menino relatou que era difícil conviver com o padrasto e que no dia do crime, o homem deu vários tapas no rosto do adolescente. O garoto mora em Cáceres e veio visitar a mãe, mas estava dormindo na casa do primo, localizada a algumas quadras dali. Após a agressão, muito nervoso, ele ligou para o primo que veio a pé e trouxe um revólver. O padrasto tinha fechado a porta e o garoto tentou arrombá-la. Então, atirou na porta e acertou Francisco que caiu ferido e morreu em seguida. O tiro chamou a atenção de vizinhos que acionaram a Polícia Militar. Ao chegar ao local indicado, os policiais ainda acionaram o Samu que constatou o óbito. Quando policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, além de peritos da Politec estavam no local iniciando os trabalhos, o adolescente apareceu. Segundo a delegada Anaíde Barros, o casal morava em Mirassol DOeste e se mudou para Várzea Grande, mas o menino ficou morando com parentes para evitar conflito com o padrasto. O casal já tinha um histórico de agressão desde que viviam em Mirassol. Em Várzea Grande, o problema continuou, frisou a delegada que esteve no local iniciando as investigações. Ao ser questionado o que teria ocorrido, o adolescente não respondeu. A pedido da mãe, relatou que tinha atirado no padrasto e que contou com a ajuda do primo. De imediato, os PMs se deslocaram até a casa do primo do garoto e o detiveram. O menino confirmou ter emprestado o revólver usado no assassinato, mas no trajeto de retorno para casa, acabou derrubando a arma. Vi um carro, pensei que fosse uma viatura da Polícia. Fiquei com medo de ser preso e acabei derrubando a arma não sei bem aonde, justificou-se. Os dois adolescentes foram entregues na DHPP, onde a delegada plantonista Anaíde Barros preencheu um termo de ato infracional equivalente ao flagrante e os encaminhará para a Delegacia da Infância e Juventude de Várzea Grande. Os adolescentes poderão ficar internados para o cumprimento de até três anos de atividades socioeducativas no Complexo do Pomeri, em Cuiabá.