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Cuiabá MT, Sábado, 20 de Junho de 2026

POLÍCIA
Terça-feira, 11 de Dezembro de 2012, 20h:34

POMERI

Internos e acusado fazem acareação

A Polícia faz hoje uma acareação entre o agente educador Adão Bassa Hermosa, o “Wolverini”, que está preso temporariamente por 30 dias com os demais agentes que são de sua equipe de trabalho no Complexo do Pomeri. Adão é acusado de ser o responsável pelos maus tratos que incluem de abuso sexual a luta de boxe entre adolescentes internos. Os colegas alegam que não houve nada disso. Segundo o delegado Paulo Alberto Araújo, da Delegacia Especializada do Adolescente (DEA), houve uma contradição entre o que os agentes disseram e o que os adolescentes afirmaram. Os garotos relataram que toda a equipe do suspeito foi responsável em abrir as celas, o delegado vai querer saber, se de fato, alguém mentiu. O horário ainda não está definido, mas deverá acontecer nas dependências da Delegacia. Adão teve a prisão temporária decretada pela juíza da 6ª Vara Criminal de Cuiabá Suzana Guimarães Ribeiro Araújo que expediu mandando de busca e apreensão nas celas do Pomeri, conforme solicitado pelo delegado da Delegacia Especializada do Adolescente (DEA). Em relação aos quatro agentes que o delegado também pediu a prisão, a magistrada indeferiu os pedidos. Além da prisão temporária do agente, a juíza afastou a diretora Maria Gizelda da Silva e do gerente de internação masculina Urias Avelino Dantas das funções. A liminar foi pedida pelo delegado, pois havia indícios de que estariam dificultando as investigações que apura denúncias de tortura de internos. No inquérito, instaurado no dia 20 de outubro, mais de 20 pessoas foram ouvidas. A juíza da 6ª Vara Criminal de Cuiabá Suzana Guimarães Ribeiro Araújo determinou o afastamento por 30 dias. Segundo o delegado as investigações iniciaram após um adolescente de 14 anos, morador de Cáceres (cidade a 230 quilômetros e Cuiabá) que cumpria atividades socioeducativas no Pomeri ter relatado ao pai dele que, dentro da unidade, ocorreria um esquema de "rodízio" de abusos dos adolescentes maiores contra os menores. Diante da situação, o pai procurou a psicóloga para fazer a denúncia assim com também a agentes educadores e técnicos que atuam dentro da unidade. Os policiais descobriram que os suspeitos do abuso ficaram sabendo e estupraram o garoto delator. Conforme os depoimentos dos menores, o agente educador é acusado de ser complacente com os abusos. Para o delegado, o mais grave é que dois menores relataram que ninguém fez nada para acabar com aquele estupro coletivo. Colegas da diretora afastada ficaram surpresas, pois ela e o gerente são funcionários de carreira e considerados referências em trabalhos prestados.(AR)

Edição EDIÇÃO 16967




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