Além de usar documentos falsificados para empréstimo, a Polícia descobriu que Alessandra falsificou um cheque e comprou moto importada
ADILSON ROSA
Da Reportagem
A operadora de telemarketing Alessandra Rodrigues da Silva, de 34 anos, é acusada de tentar fazer empréstimos consignados usando documentos falsos. Ao menos 20 pessoas seriam vítimas dela, a maior parte funcionários da Secretaria de Fazenda do Estado. O golpe só não foi concretizado por causa de um detalhe técnico a falta de reconhecimento de firma. Segundo as investigações chefiadas pelo delegado Manoel Abel, da Delegacia do Complexo do Verdão, ela agia em companhia de dois cúmplices que colaboravam na confecção dos documentos falsos. A operadora foi indiciada em quatro crimes estelionato, falsificação de documento particular, falsidade ideológica e uso de documento falso. Além de tentar fazer empréstimos consignados, ela pegou um cheque em branco do patrão, para fazer matrícula num curso superior, mas acabou preenchendo no valor de R$ 63 mil e comprou uma motocicleta importada. O patrão dela descobriu e devolveu o veículo. O golpe foi desvendado a partir da tentativa de Alessandra de fazer um empréstimo consignado em nome de uma perita criminal no valor de R$ 42 mil. A financeira esteve no local de trabalho da beneficiada, e descobriu que a perita não tinha feito empréstimo algum e se tratava de uma operação fraudulenta. Conforme o delegado, a golpista falsificou comprovante de residência rasurando contas de energia elétrica e chegou a preencher um formulário para desconto em folha em nome de um servidor público estadual. Chegamos a 20 pessoas, mas não sabemos se esse número poderá ser maior. Manoel Abel lembrou que as pessoas devem ter o máximo de cuidado ao fornecer números de documentos pessoais, ainda mais por telefone. Eles (os falsários) utilizam os números de documentos para diversas ações criminosas. As pessoas só ficam sabendo muito tempo depois. Todo cuidado é pouco, frisou. O delegado acrescentou que concluiu as investigações e ontem protocolou os dois volumes do inquérito no Fórum Criminal. Alessandra foi ouvida no final das investigações e se reservou no direito de falar somente em juízo.