POLÍCIA
Sábado, 21 de Julho de 2012, 14h:19
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Goiano perdeu mulher e filhos
Aos 24 anos, Luciano Lopes dos Santos também figura entre os brasileiros que vivem à margem da sociedade por causa da dependência química. Assim como Kedma Fernandes, ele se abriga no mato, à margem do rio Cuiabá, onde usa droga e passa noites ao relento, exposto a todo tipo de situação. Também como Kedma, tem uma família e não está nas ruas por falta de amor e carinho. Entretanto, a mãe dele, sua referência de lar, vive longe, em Aparecida de Goiás, região metropolitana de Goiânia, a pouco mais de 800 quilômetros de Cuiabá, e não sabe se o filho está vivo ou morto. Luciano conta que a mãe, Zenilda Lopes Pinto, sempre tentou ajudá-lo, desde o primeiro momento que descobriu que usava drogas, mas é ele quem não consegue de libertar da pasta-base. Tenho muita vontade de voltar pra casa, mas será difícil se eu continuar usando droga, diz. Ele não fala com a mãe há pelo menos 2 anos. Para Cuiabá, conta, veio com a mulher, Ludinalva, com quem tem dois filhos, mas os dois brigaram por causa da pendência dele às drogas e ela voltou para Goiás com as crianças. Aqui, relembra, passaram alguns meses num abrigo municipal, de onde ele saía para procurar trabalho e acabava passando dias fora consumindo a pasta-base. Ele também não tem notícias da ex e dos filhos. A mãe de Luciano, conforme relatou, sofre não somente com a ausência dele, mas pelo assassinato do irmão, Cleiton, que morreu em circunstâncias misteriosas. (AA)