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POLÍCIA
Sexta-feira, 19 de Setembro de 2008, 19h:52

VIOLÊNCIA

Funcionário de jóquei é executado à bala

Crime ocorreu na casa da vítima, na tarde de 5ª-feira. Polícia investiga se crime tem ligação com intensa movimentação de adolescentes no local

ADILSON ROSA
Da Reportagem
O funcionário do Jóquei Clube Olibério Geraldo dos Santos, de 63 anos, foi vítima de assassinato, com um tiro na região lombar. O homicídio ocorreu anteontem à tarde em sua própria casa, no bairro Getúlio Vargas, em Cuiabá. O corpo foi localizado por volta das 21 horas por moradores que desconfiaram do silêncio na casa. O crime seria um acerto de contas. Policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investigam a informação de que havia um grande movimento de meninas adolescentes na casa, principalmente no horário do almoço e também no período vespertino. Nos dois horários, o som era ligado alto e também o aparelho de TV. Uma das hipóteses levantadas pelos policiais seria o fato de algum pai de adolescente freqüentadora da casa ter praticado o homicídio. Pelas contas da polícia, Olibério teria sido morto entre 17h e 18 horas, período em que receberia um grande número de visitas. Vizinhos disseram não ter ouvido disparos e policiais da DHPP suspeitam que o criminoso tenha deixado o aparelho de som ligado. Por volta das 21 horas, vizinhos localizaram o corpo, mas acreditavam que ele estivesse vivo. Tanto que acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Os enfermeiros estiveram na casa e constataram o óbito. Explicaram que Olibério estava morto há mais de três horas. Embora a casa estivesse em desordem, o delegado Antônio Esperândio descarta a hipótese de latrocínio. “Não existe sinais de que a casa tenha sido revirada durante o assassinato. A bagunça é anterior”, assegurou. No entendimento do delegado, o crime foi um acerto de contas, mas a motivação não está clara. “Entre as possibilidades está uma ameaça sofrida pela vítima que também estamos investigando”, explicou. Essa ameaça estaria relacionada a uma invasão de uma área próxima do Jóquei Clube ocorrida recentemente. O caso está sendo investigado pela Delegacia do Complexo do Coxipó. Familiares de Olibério disseram não saber o motivo do assassinato porque ele era bem quisto no bairro, pois ajudava os moradores sempre que era procurado. “Uma pessoa prestativa, todo mundo gostava dele”, resumiu uma filha. Os parentes e vizinhos deverão ser ouvidos na próxima semana. O assassinato de Olibério é o 22º em 18 dias do mês na Grande Cuiabá, sendo 11 na Capital e sete em Várzea Grande. Nesse ritmo, policiais da DHPP receiam que, até o fim do mês, a quantidade poderá ultrapassar 30 casos. “Vamos ter mais de 300 assassinatos neste ano. Somente o mês de julho que tivemos 15 casos. Nos demais foram mais mortes que dias”, explicou um policial plantonista. No ano, foram mais de 200 assassinatos, um número que deixa a Grande Cuiabá entre as cinco regiões mais violentas do país.

Edição EDIÇÃO 16965




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