POLÍCIA
Quinta-feira, 07 de Agosto de 2008, 21h:23
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DECAPITADO
Família poderá enterrar aposentado
O sofrimento da família do vendedor aposentado Noel Souza Costa, de 28 anos, parece não ter fim. Se já não bastasse o fato de ele ter sido decapitado, não puderam enterrá-lo porque seria necessária a localização da cabeça. Mas, ontem, cinco dias depois do crime macabro, tiveram autorização para providenciar o sepultamento. Noel foi decapitado no sábado à noite, nos fundos de sua casa, no Jardim Vitória, e, desde então, a polícia tenta localizar a cabeça, sem obter êxito. Sem o membro, os médicos-legistas do Instituto de Medicina Legal não poderiam fazer a liberação do corpo. Segundo um técnico em necropsia, é preciso confirmar se Noel morreu em conseqüência da decapitação ou foi morto com tiro na cabeça ou pancadas. E, posteriormente, foi decapitado. No resto do corpo não existe ferimento e, por isso, a necessidade de localizar a cabeça, explicou o profissional de plantão. Para evitar mais sofrimentos da família, os médicos-legistas autorizaram o sepultamento. Ontem à tarde, os parentes foram informados da decisão. A delegada Anaíde Barros, responsável pelas investigações do assassinato, também foi avisada da liberação. O sofrimento da família é interminável. Além de encontrar a vítima numa situação incomum, tiveram que esperar mais tempo para sepultá-lo, observou a delegada. Anaíde acrescentou que a polícia não tem a menor idéia de onde esteja a cabeça do vendedor. Policiais - tanto civis como militares não sabem mais aonde procurar. Uma das suspeitas é de que os criminosos a tenham levado para traficantes do bairro, que tentam implantar o terror entre os viciados quem não pagar a droga que comprou poderá ter o mesmo destino. Outro detalhe que chama a atenção de policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) é que os vizinhos nada ouviram, embora uma pessoa tenha sido morta e decapitada. Ninguém viu nada. Uma das suspeitas é de que os criminosos tenham entrado pelos fundos da casa, onde o local é muito escuro, explicou um policial que participa das investigações. Desde a localização do cadáver decapitado, tanto policiais civis como militares vasculharam os fundos da casa, divisa com o Jardim Florianópolis. Ainda no sábado, policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa fizeram buscas nos arredores, mas nada localizaram. No domingo ainda retornamos ao local e vasculhamos um raio de cerca de seiscentos metros, seguindo o rastro de sangue, mas também não obtivemos êxito. Andamos em todos os locais possíveis. Em algum lugar, essa cabeça deverá estar, explicou um policial da DHPP que participa das investigações. Familiares disseram aos policiais que Noel era aposentado por causa de problemas físicos, morava com um irmão e sempre recebia a visita de outro. Ele era usuário de drogas e os parentes não sabem quem o procurava para fazer uso de cocaína nos fundos da casa. Vizinhos disseram que várias pessoas o procuravam, principalmente no período noturno. (AR)