Ex-PMs são presos com 1 quilo de cocaína trazido de Cáceres
Dois ex-policiais militares foram presos com cerca de um quilo de cocaína trazidos de Cáceres para Cuiabá. Trata-se de Jorge Avelino da Silva, de 43 anos, e João Anastácio da Silva, de 37, presos no Shopping Popular, no bairro Porto, após Jorge jogar uma bolsa com a droga no carro de João, estacionado num posto de combustível. A prisão ocorreu anteontem à noite, após várias semanas de investigação de policiais civis da Delegacia do Complexo do Verdão. Segundo os policiais, Jorge pegou a droga distribuída em dois tabletes em Cáceres (a 230 quilômetros da Capital) e a trouxe de ônibus. No início da tarde, embarcou num ônibus de linha e não foi incomodado durante a viagem, mesmo passando por três postos de fiscalização nas rodovias. Disse que trouxe a droga numa sacola junto com algumas peças de roupa. Ao parar no Shopping Popular, ele procurou João, que estava num Fiat Uno com a esposa e um sobrinho. Os policiais que monitoravam Jorge prenderam os dois assim que a droga, embrulhada numa sacola plástica, foi jogada no carro. Para os policiais, a droga seria para abastecer as bocas-de-fumo da Grande Cuiabá. A cocaína seria suficiente para alguns dias. São quilos e quilos consumidos por semana na Grande Cuiabá. Com a prisão dele (Jorge), esperamos que diminua o tráfico em Cuiabá e Várzea Grande, observou um policial plantonista. Os policiais explicaram que a maior parte da cocaína que vem de Cáceres para abastecer os traficantes da Grande Cuiabá chega de ônibus e em pequena quantidade. O esquema é conhecido como tráfico formiguinha. Na delegacia, Jorge relatou que mora em Cáceres, onde comprou a droga. Trouxe para Cuiabá para revendê-la, mas negou que a entrega seria para o seu ex-colega de farda. Acrescentou que esteve preso durante dois anos por tráfico de drogas sendo colocado em liberdade em 2004. Eu me encontrei com ele (João) de forma ocasional. Ele não sabia do conteúdo do pacote, assegurou. Desde que desligado da PM, João passou a revender carros usados em Cuiabá e Várzea Grande. Ele se reservou no direito de falar somente em juízo. Os dois foram conduzidos ao presídio de Santo Antônio de Leverger. (AR)