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POLÍCIA
Sábado, 16 de Janeiro de 2010, 17h:11

RUMO AO PARAGUAI

Empresário de MT está desaparecido

ADILSON ROSA
Da Reportagem
O empresário mato-grossense Alcione Duarte, de 34 anos, está desaparecido desde o dia 2 de novembro, após sair de Alta Floresta (a 800 quilômetros de Cuiabá), onde mora, para vender uma carreta Scania 113 em Mundo Novo (MS). Ele colocou anúncio na internet da venda de sua carreta vermelha, placas LZR 3053. Dias depois, um interessado marcou encontro para comprá-la no Mato Grosso do Sul, em localidade próxima à fronteira com o Paraguai. Uma das suspeitas é de que ele tenha sido vítima de criminosos que praticam latrocínio (roubo seguido de morte). Para a polícia, o esquema criminoso atrai proprietários de veículos próximos da fronteira com o Paraguai simulando a compra. No momento em que chega com caminhão ou automóvel, a vítima é rendida pelos ladrões e nunca mais aparece. Esse não seria o primeiro caso do tipo de crime na região. Segundo informações de um amigo, ele saiu dirigindo o Pólo preto, placas DYS 3722, também de sua propriedade e um motorista levou o carreta. Ao chegar ao local marcado com os supostos compradores, o empresário pediu para o motorista retornar de ônibus para Mato Grosso. “Desde então, não tivemos mais notícias dele (Alcione) e dos dois veículos (a carreta e o Pólo)”, explicou o amigo. Para tentar obter notícias, esse amigo está conseguindo ajuda com o Grupo de Operações de Fronteira da Polícia do Mato Grosso do Sul para tentar obter notícias do empresário. A suspeita dos policiais é que Alcione tenha sido morto e enterrado em terras paraguaias. “Aqui na fronteira, a coisa é bruta, esse não é o primeiro caso. Fiquei sabendo de várias situações semelhantes”, lamentou o amigo que reside numa cidade próxima de Mundo Novo. Desde o seu desaparecimento, familiares do empresário procuraram a polícia do Mato Grosso do Sul para obter informações do empresário e, também dos veículos. Passados dois meses, as investigações realizadas pela polícia daquele estado não saíram da estaca zero. Nas próximas semanas, o amigo, acompanhado de alguns policiais, planeja procurar algum vestígio além da fronteira. “Tenho vários amigos policiais daqui (do Mato Grosso do Sul) que desconfiam de locais no Paraguai onde os criminosos podem ter deixado o corpo. Temos que procurar”, completou. Policiais da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (DERRFVA) da Capital disseram não ser comum esse golpe no Estado. “Não temos informações de situação como essa. De qualquer forma é bom os proprietários de caminhões prestarem atenção no momento de anunciar vendas, principalmente em relação a compradores fora de Mato Grosso”, explicou um policial plantonista.

Edição EDIÇÃO 16962




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