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Cuiabá MT, Sábado, 20 de Junho de 2026

POLÍCIA
Quinta-feira, 23 de Julho de 2015, 19h:45

EXECUÇÃO SUMÁRIA

Dois homens são mortos com 14 tiros no bairro Jardim Vitória

Este ano já foram assassinadas um total de 184 pessoas na região metropolitana entre Cuiabá (114) e Várzea Grande (70)

Rodivaldo Ribeiro
Da Reportagem
Dois homens foram executados com nada menos que 14 tiros de pistolas semiautomáticas durante a noite desta quarta-feira (22), no bairro Jardim Vitória, região do Grande Morada da Serra, periferia de Cuiabá. Depois de uma pequena trégua na terça-feira (21) após uma sucessão de nada menos que quatro assassinatos somente entre a madrugada e a noite de segunda (20), os crimes de execução voltaram a fazer vítimas praticamente todos os dias na região metropolitana da capital -- incluindo a vizinha e segunda maior cidade do Estado, Várzea Grande. Este ano, já desceram à vala por desentendimentos, cobranças de dívidas, desconhecimento de matemática (acertos de contas) e causas desconhecidas para violência, um total de 184 pessoas na região metropolitana entre Cuiabá (114) e Várzea Grande (70). Destes foram 25 homicídios somente no campeão das execuções neste ano de 2015, o bairro Pedra 90, localizado na extrema zona sul da cidade. Os dois homens estavam em uma das ruas do bairro Pedra 90 quando foram alvejados com os 14 disparos. A Polícia Militar trabalhar uma vez mais com a possibilidade de “acerto de contas”. Desta vez quem errou as equações foram Geovani Machado Xavier e Anderson de Almeida, que estavam caminhando quando foram abordados por dois homens que passavam em uma moto, sacaram suas pistolas semiautomáticas e dispararam várias vezes contra a dupla. Assustados, os moradores da área se trancaram em casa e foram se esconderem, com medo de balas perdidas no meio do tiroteio digno de zonas de guerra. “Foi um tiroteio desenfreado. Achei que fossem uns 15 tiros. Foi muito amedrontador. Fechei minha família dentro de casa e, quando saí, tinha dois corpos estendidos na rua”, comentou um morador do bairro. Os policiais suspeitam ser o crime uma execução a mando de algum traficante. “Pode ser um acerto de contas, tendo em vista que foi uma execução com alguém encomendando esse crime. Iremos investigar”, disse a titular da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegada Anaíde Barros. DESAFIO -- O crime de homicídio, admite o governo do Estado, por meio de sua Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) é um dos principais desafios em Mato Grosso. “Apesar das ações enérgicas desenvolvidas no primeiro semestre deste ano, que reduziram em 10% a estatística de homicídio no estado, se comparado ao mesmo período do ano passado, o número ainda está longe do ideal”, disse a assessoria de comunicação da Sesp. Na tentativa de dar uma resposta, o governo articula ações operacionais nas regiões com maior incidência de homicídios, tentando elaborar procedimentos operacionais integrados que contenham desdobramento ou atribuições no cenário do homicídio e definir o novo planejamento de enfrentamento a esse tipo de crime. Diversos setores ligados à Sesp estiveram em reunião na tarde desta quarta-feira (22). Lá, apresentaram um diagnóstico dos diversos crimes de homicídio. Nesse documento, a afirmação, por parte da Sesp, de que no primeiro semestre, em Cuiabá, os números permaneceram estáveis e controlados, mas diminuíram 38,5% em Várzea Grande. “Em todo Estado tivemos resultados positivos pontuais na redução de homicídios. Controlamos em Cuiabá e reduzimos de forma expressiva em Várzea Grande. Isso demonstra que estamos no caminho certo, porém, ainda longe do ideal. Por isso a importância do Grupo de Trabalho Homicídio, para direcionar as ações trabalhando com metas no enfrentamento a esse crime”, defende o secretário Executivo de Segurança Pública, Fábio Galindo Silvestre. A delegada especialista no assunto Anaíde Barros explica que o principal desafio dos profissionais de segurança pública de sua delegacia é identificar o autor do homicídio, concluir o inquérito e conseguir manter esse tipo de criminoso preso. “Geralmente, a reincidência é sempre no mesmo crime”, lembra.

Edição EDIÇÃO 16966




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