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POLÍCIA
Quinta-feira, 28 de Junho de 2012, 21h:35

CASEIRO

Delegado pede prisão preventiva de 5

O delegado Silas Caldeira pediu a prisão preventiva das cinco pessoas envolvidas no assassinato do caseiro Evanildo Marino de Albuquerque, 27 anos, executado com várias pancadas na cabeça em uma estância na BR-364. O crime ocorreu na madrugada do dia 11 de maio deste ano. Foram denunciados Janderson dos Santos, Nei José Ramos, Jaqueline de Paula Ramos (pai e filha, sendo ela viúva de Evanildo) e mais duas pessoas cujos nomes o delegado não divulgou. Os três primeiros estão com a prisão temporária decretada desde o início do mês, quando foram presos. Com o término dos 30 dias, Silas quer que a Justiça converta a prisão em preventiva. Segundo o delegado, houve uma simulação de latrocínio (roubo seguido de morte) para esconder o verdadeiro motivo do assassinato - a mulher da vítima estaria sofrendo violência doméstica. “É que a vítima (Evanildo) espancava muito a esposa e o pai dela resolveu se vingar e chamou Janderson”, informou. Silas assinalou que Janderson trabalhava com a vítima na chácara como ordenhador de vacas. Ele mantinha um relacionamento amoroso com a mulher de Evanildo e tramou a morte do companheiro dela com o consentimento do pai e da própria Jaqueline, que, de acordo com as investigações, participou ativamente do crime. Após Janderson matar Evanildo, Jaqueline o amarrou e deu uma coronhada na cabeça dele para simular um assalto. Na ocasião, Jaqueline acionou a PM informando de que quatro homens haviam invadido a propriedade rural e espancado o marido e o outro caseiro para roubar um aparelho de TV e uma motosserra, além de duas armas. A proprietária da estância negou aos policiais que havia arma no local, fato que começou a despertar a desconfiança dos investigadores. Para simular o latrocínio, Janderson e Jaqueline também foram amarrados, em locais diferentes. Ao chegar à propriedade rural, os policiais depararam com a porta da frente trancada. Assim que conseguiram abri-la, perceberam que a casa estava toda revirada. Eles localizaram Jaqueline trancada num quarto. Em seguida, depararam com Janderson na casa do caseiro. Ele estava amarrado. Na outra casa, depararam com Evanildo também amarrado, mas assassinado com várias pancadas na cabeça. Conforme Jaqueline, em sua versão inicial os três estavam na casa do caseiro, onde reside, quando apareceram os bandidos e os renderam. Segundo ela, os ladrões teriam dito que queriam arma e dinheiro. Em seguida, reviraram toda a casa. Par despistar a polícia, segundo as investigações, Jaqueline e Janderson disseram não saber em que carro estavam os supostos assassinos. (AR)

Edição EDIÇÃO 16963




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