A delegada Juliana Palhares, da Delegacia da Defesa da Mulher de Várzea Grande, não acredita que o assalto seguido de estupro ocorrido domingo de madrugada, numa casa no centro da cidade, seja vingança contra o pai da garota abusada sexualmente. Na ocasião, quatro homens armados com revólveres e usando camiseta no rosto renderam quatro pessoas levando vários pertences e estuprando uma mulher. Tudo aponta para um assalto comum, no qual um dos ladrões acabou abusando sexualmente de uma das vítimas. Os ladrões chegaram exigindo dinheiro e jóias. Não parece, por enquanto, que o assalto seria uma simulação de estupro, observou a delegada que ouviu a vítima anteontem. Segundo a delegada, os quatro ladrões aparentavam ser usuários de drogas e, próximo da casa, havia um local desocupado onde funcionava um fumódromo. As vítimas mudaram há poucos meses para a casa e, no entendimento da delegada, os ladrões aproveitaram para praticar o assalto. Durante a ação criminosa, os bandidos ficaram um longo tempo na cozinha comeram e beberam. A fome dos ladrões aparentava ser de viciados em drogas, mais precisamente em maconha. Queremos dinheiro e jóias, muito dinheiro, diziam os bandidos. A vítima relatou que estava dormindo no momento em que a casa foi invadida pelos ladrões. Quatro pessoas foram rendidas, incluindo o caseiro que estava armado. Ele chegou a apontar a arma para os bandidos, mas teve que entregar o revólver. A garota disse não ter certeza que foi fotografada. Ela relatou que os bandidos falaram que iriam tirar foto. Não ouvi barulho de flash, de alguma coisa que confirme as fotos ou mesmo filmagem, explicou a vítima à delegada. (AR)