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POLÍCIA
Sexta-feira, 23 de Setembro de 2011, 19h:42

Defesa de militares diz que eles usaram força moderada

O advogado Leonardo Moro Bassil Dower, que defende os dois policiais, negou que eles tenham sido responsáveis pela morte de Toni da Silva. Segundo a versão dos policiais, Toni teria chegado ao local “maltrapilho e aparentemente embriagado ou drogado”. A todo momento, passava a mão na barriga, como “se portasse uma arma, causando incômodo aos freqüentadores”. Ainda conforme a versão dos PMs, em dado momento, Toni teria colocado o braço em volta do pescoço da mulher do empresário Sérgio Marcelo da Silva Costa. O empresário, então começou a lutar com o africano. “Parecia que era um assalto. Durante a briga, eles caíram nos pés dos policiais, que agiram. Os PMs tentaram imobilizar o africano, com uso moderado da força. Neste momento, várias pessoas começaram a chutar a vítima, vários frequentadores bateram nele”, explicou o advogado. “Um dos chutes acertou o pescoço e rompeu a traqueia”. Laudo preliminar divulgado pela manhã atesta que Toni morreu por asfixia decorrente de fratura na traqueia. Ainda segundo a versão dos policiais, quando uma viatura da PM chegou, as pessoas que participaram da agressão fugiram, inclusive o empresário Marcelo Costa. “Os dois policiais estavam à paisana, desarmados e na companhia da família. Eles não tinham interesse em agredir ninguém”, garante o advogado. O delegado Antônio Carlos Garcia disse ontem que, por enquanto, o que se tem de oficial é que os três concorreram para a morte do guineense. “Se, mais para frente, constarmos que houve a participação de mais pessoas, elas poderão ser indiciadas”, afirmou.

Edição EDIÇÃO 16966




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