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POLÍCIA
Quinta-feira, 25 de Março de 2010, 23h:03

Defensor analisa se vai pedir nulidade do ato

O defensor público Altamiro Araújo anunciou que, a pedido de Delfino, recorrerá da decisão que o condenou. Embora ainda vá analisar a possibilidade tecnicamente, ele cogita pedir a nulidade do julgamento por ter tido cerceado o direito de defesa durante a sessão. Enquanto tentava apontar contradição nos laudos emitidos pelo perito Zanizor Rodrigues mencionando o julgamento do assassino Aclides Marcelo Gomes (o “Menino Mau”), Araújo teve suas perguntas indeferidas pela juíza Mônica Catarina Perri, que as considerou impertinentes para a sessão. Araújo sustentou que Rodrigues, primeiro perito a depor, havia se contradito na emissão de laudos sobre a condição mental de Aclides e, por isso, deveria ter questionadas tanto sua capacidade técnica quanto sua idoneidade. “Ele não está acima do bem e do mal”, protestou, referindo-se ao perito. A juíza, porém, considerou que a citação do laudo psiquiátrico de Aclides não convinha para julgar Delfino. O psiquiatra forense Zanizor Rodrigues foi um dos peritos que emitiram o laudo de sanidade mental de Delfino. Com dengue, o perito não falou por mais de vinte minutos, mas marcou seu depoimento com a afirmação de que, a respeito da condição mental de Delfino no crime, “não havia nenhum transtorno que o impedisse de entender o que estava fazendo”. Ou seja, o perito confirmou a conclusão expressa pelo atestado de sanidade mental incluso nos autos do processo e contestado pela defesa também pelo fato de não ter contado com a realização de uma ressonância magnética adequada para detecção de distúrbios psíquicos. Entretanto, os argumentos do primeiro perito foram sustentados pelo segundo, psiquiatra Jonas Valença, que atua no Instituto Médico Legal. Ele ficou encarregado de analisar Delfino por meio de entrevistas, que não foram suficientes para atestar a condição de sociopata – que seria uma pessoa com dificuldade nas relações com as demais, violenta, aproveitadora, dissimuladora e fria (e o remorso que Delfino diz sentir, segundo Valença, é sincero). (RD)

Edição EDIÇÃO 16963




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