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POLÍCIA
Sexta-feira, 23 de Julho de 2010, 19h:33

MANÍACO DO SANTA CRUZ

Criminoso é abrigado em cela do Anexo 1

Eraldo, condenado por estuprar e matar criança da Capital, tem curso superior. Defensor pediu garantia de integridade

ADILSON ROSA
Da Reportagem
O engenheiro civil de Mato Grosso, Eraldo da Costa Carvalho, de 57 anos, condenado por estuprar e matar uma criança em Cuiabá, está preso numa das celas do Anexo 1 do Presídio Central do Estado (PCE), no bairro Centro América. Ele chegou ontem, por volta da meia-noite, num voo comercial. Na parte da manhã, o engenheiro foi preso em Juiz de Fora (MG) por policiais do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco). Na última sexta-feira, o engenheiro foi condenado à revelia a 36 anos de prisão pelo estupro e assassinato da menina Elizângela Maria Geraldino, aos 11 anos. O crime ocorreu em 1990, no bairro Santa Cruz. O advogado criminalista Eduardo Stumpf Jacob, que defende o engenheiro, informou que só vai conversar com seu cliente nos próximos dias. “Mas já solicitei, junto à 1ª Vara Criminal de Cuiabá, medidas que garantam a integridade física de meu cliente. Enquanto isso, vamos continuar com os recursos”, adiantou. Jacob foi contratado pela família do engenheiro. Membro da Congregação Evangélica Cristã do Brasil, o engenheiro era frequentador assíduo do templo e não levantava suspeitas nos vizinhos e fieis da igreja. Estava exercendo a atividade de fotógrafo e sobrevivia com renda de aluguéis de imóveis em Cuiabá. Conforme o Gaeco, pelo menos uma vez por ano ele recebia visita de familiares da capital mato-grossense. De acordo com informações das autoridades mineiras, não havia mais ninguém no apartamento onde Eraldo foi encontrado, embora no local houvesse três camas - duas de solteiro e uma de casal. Os policiais do Gaeco chegaram a Juiz de Fora no domingo, data em que começaram a finalizar o plano para capturar Eraldo. Por volta das 5 horas da manhã de ontem, quando saía para comprar pão, o engenheiro foi abordado pelos policiais. Segundo o procurador Paulo Prado, o Gaeco de Minas ajudou nos trabalhos. Ao ser abordado, ele carregava uma cópia de sua carteira de identidade com o seu nome verdadeiro. Em princípio, negou o crime dizendo que confessara sob tortura. O Ministério Público explicou que Eraldo mudou-se para Juiz de Fora em 1995, mas vizinhos informaram que, no apartamento onde foi preso, ele vivia desde 2004. Segundo o Gaeco, há cerca de um mês, os policiais receberam informações da juíza da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, Mônica Catarina Perri Siqueira, sobre o possível paradeiro do engenheiro. Desde então, vinha desenvolvendo um trabalho de inteligência na tentativa de localizá-lo e prendê-lo, uma vez que ele estava com a prisão preventiva decretada desde 1990, que foi reconfirmada após a condenação.

Edição EDIÇÃO 16964




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