POLÍCIA
Segunda-feira, 28 de Dezembro de 2015, 20h:58
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Crime pode ser obra de grupo de extermínio
O assassinato do padeiro Edno Pereira Padilha, 38 anos, recentemente libertado do sistema penal, tem todos os indícios de uma execução perpetrada por profissionais, admitiram fontes da Polícia Civil nesta segunda-feira (28), e isso muito provavelmente é obra do grupo (ou grupos) de extermínio que anda atuando em Várzea Grande e volta e meia em Cuiabá também. Pelo menos dois homens invadiram sua casa no bairro Jardim Panorama, em Várzea Grande, na madrugada do último domingo (27) de 2015 com todo o cuidado de não deixar pistas, pois os rostos estavam cobertos por máscaras, bem como suas mãos. Próximo da meia-noite, Edno dormia ao lado da esposa até que seus algozes chegaram em uma motocicleta Honda Biz, arrombaram a porta, ele se levantou pra tentar ver o que acontecia e foi recebido com pelo menos quatro tiros no peito, pescoço e cabeça. Ato contínuo, subiram de volta na moto sem nem olhar pra trás, deixando o homem caído, esvaindo-se em sangue, e a mulher desesperada pedindo por ajuda, assim como seu filho. Foram eles quem chamaram tanto a ambulância quanto a Polícia Militar. Os peritos da Polícia Civil recolheram outra evidência forte de possível obra de grupos de extermínio: várias cápsulas de pistola ponto 40, o modelo-padrão das forças policiais do Estado, aliás. Nenhum dos dois criminosos foi achado ou preso até o fechamento desta edição, às 18h30 desta segunda-feira (28). Tudo que se sabe é o histórico da vítima, que tinha passagens por roubo e homicídio nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Cáceres. Como é o padrão, a PJC, por meio de sua DHPP, investiga autoria e motivações para o crime. (RR)