Como se já não bastasse o roubo de motocicletas e automóveis em que bandidos ligam para a vítima pedindo resgate, agora eles estão inovando: passaram a exigir que as vítimas paguem o resgate em crédito em cartão telefônico. Isso ocorreu na sexta-feira, quando o proprietário de um Fiat Uno teve o veículo furtado em frente à empresa em que trabalha. No início da noite, ele recebeu uma ligação em seu celular dos bandidos exigindo que fizesse uma recarga de R$ 1 mil em crédito de celulares. Em tom ameaçador, o bandido disse que a vítima não tinha alternativa, pois, caso não pagasse o valor, nunca mais teria o carro de volta. A partir daí, continuaram as negociações. O criminoso disse que estava numa unidade prisional e falava atrás das grades. O Fiat Uno foi localizado no dia seguinte, abandonado num estacionamento localizado no Centro de Várzea Grande com todos os acessórios. Policiais militares entraram em contato com o proprietário do automóvel. A vítima, no entanto não informou se pagou o resgate ou não. Para policiais da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (DERRFVA), essa inovação dentro do roubo seguido de extorsão acaba evitando a prisão dos criminosos, uma vez que as negociações ocorrem de dentro dos presídios. Por outro lado, os policiais passam a obter o número dos celulares utilizado pelos criminosos para a prática da extorsão. Para pedir o resgate em crédito telefônico, com certeza esses créditos são destinados a telefones celulares usados por detentos de diversos presídios como Carumbé, Presídio Central ou mesmo Cadeia do Capão Grande, disse um policial. Até então os criminosos praticavam o roubo, levavam o celular da vítima e iniciavam a extorsão. Após o pagamento, o veículo era deixado num determinado local próximo de onde a vítima deixava o dinheiro. Em muitos casos, a polícia era acionada e conseguia prender os criminosos, atuadas pelo crime de roubo seguido de extorsão. Inicialmente os bandidos começaram a roubar motocicletas e, depois partiram para automóveis. (AR)