POLÍCIA
Terça-feira, 28 de Julho de 2015, 20h:02
A
A
TIOASTOLFO
Blogueiro nega autoria de site
Falando ao Diário, o morador de Várzea Grande Robson Otto de Aguiar, diz que seu nome foi usado indevidamente na Internet
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Morador de Várzea Grande, o bloqueiro Robson Otto de Aguiar, 26, nega ser o autor do site "tioastolfo", que faz apologia à pedofilia e incita a violência contra as mulheres e aos judeus. As polícias Civil e Federal apuram o caso, que ficou conhecido nacionalmente após ser divulgado pelo Estadão e Portal R7. Ao Diário, Aguiar afirma que teve o seu nome usado por um desafeto na internet, que mora em Curitiba (PR) e foi preso, em 2012, pela PF por pregar a intolerância e fazer ameaças em um site contra negros, mulheres e homossexuais. Eu o denuncie e, por isso, ele usou meu nome, afirma. Ao afirmar que vai processar o R7 por tê-lo responsabilizado pelo blog, Robson Aguiar disse que registrou boletim de ocorrência (BO) anteontem, na Delegacia do Jardim Vitória, em Várzea Grande, como forma de preservar os meus direitos. Fiz a ocorrência para me proteger, pois não criei o site, afirma. Com a repercussão nacional do caso, Robson Aguiar disse que recebeu, via internet, ameaças de algumas pessoas dizendo que ele deveria morrer ou ser estuprado. Mas, estou tranquilo, afiançou. O bloqueiro afirma ser responsável pelo blog expressotemdetudo.net e a página robson-otto-aguiar.blogspot.com.br, onde reafirma não ser o dono do tioastolfo. Nos últimos dias, o blog sofreu modificações e textos foram deletados. Em um dos textos é disponibilizado o endereço e um número de telefone atribuídos a Aguiar. Se eu fosse um cara bonito do tipo aquele ator do 50 tons de cinza estaria um mar de vagabundas aqui pagando pau e querendo meu telefone..., diz trecho da publicação, já apagado. Postagem do último dia 27 de julho dava "dicas" de como estuprar mulheres em ambiente escolar. Em outra, do dia 26, o blog faz apologia ao estupro em festas e baladas. O texto foi compartilhado 14 mil vezes no Facebook. A página é ilustrada com imagens pornográficas, fotos de um homem segurando um livro de Adolph Hitler e fotos de mulheres jovens. Já ontem (28), o site trouxe uma nova configuração e atribuía a autoria a um estudante de São Paulo, bacharelando em Química, morador da cidade de Araraquara. Por meio da assessoria de imprensa, a Polícia Civil informou que a Gerência de Combate a Crimes de Alta Tecnologia (Gecat) acompanha o caso e trabalha no sentido de preservação de informações postadas visando à identificação do responsável da página, que pode ter o domínio em outro país.