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Cuiabá MT, Terça-feira, 16 de Junho de 2026

POLÍCIA
Sábado, 22 de Maio de 2010, 14h:29

ROUBO DE CAMINHÕES

Bitcurt acaba preso em Várzea Grande

A prisão do latrocida Sidnei Bitcurt pode levar policiais da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (DERRFVA) a esclarecer ao menos 12 roubos de carretas e combustível ocorridos desde o início do ano nas estradas de Mato Grosso. A maior parte dos roubos ocorreu no trecho entre Rondonópolis, Cuiabá e Jangada, onde caminhoneiros eram rendidos, levados em cativeiros e, após cerca de 10h a 12 horas, eram liberados. “Estávamos com as investigações avançadas em relação ao roubo de carretas e cargas. Ele (Sidnei) nunca tinha parada e, mesmo sendo o chefe, pulava nos caminhões puxando o freio mão-amiga parando as carretas em plena rodovia. Quem rende, geralmente é outro integrante da quadrilha”, explicou o chefe de operações, policial civil Wlademire Lima Barros. Com mais de 50 anos de condenação por diversos crimes – sendo 33 por latrocínio (roubo seguido de morte), tendo caminhoneiros como vítimas -, ele sempre conseguiu fugir de penitenciárias de forma misteriosa pela porta da frente. Sidnei foi preso na quarta-feira à tarde, no Jardim Primavera, em Várzea Grande, após um cerco realizado pelos policiais. Na casa, havia ao menos 12 integrantes do bando que conseguiram fugir ao perceber a chegada de policiais. O latrocida, que usava nome falso de Marco Antônio Silva, tentou correr para os fundos, mas acabou preso. Os policiais tiveram que atirar para o alto. “Prender esse assaltante foi o mesmo que achar uma agulha no palheiro, diante da mobilidade dele, pois não parava em canto algum”, comemorou um policial. Ele morava em Várzea Grande desde setembro do ano passado, após fugir do presídio de Aparecida de Goiânia (GO). Os policiais descobriram que um dia antes, Sidnei estava em Araçatuba coordenando roubo de carretas. A suspeita de que Sidnei estava agindo na Grande Cuiabá foi reforçada no início deste ano, com a apreensão de combustível num posto de Várzea Grande. “Esse combustível foi vendido pelo Sidnei”, explicou o chefe de operações. Desde então, os policiais estavam à caça do latrocida. Wlademire acrescentou que a próxima etapa das investigações será identificar e prender os demais integrantes que estavam na casa. Eles fariam parte do esquema que envolve o roubo da carreta, a entrega do combustível e a carreta, além de manter o caminhoneiro no cativeiro. Todo o material apreendido na casa será analisado. Ele não informou se foram encontrados telefones celulares. (AR)

Edição EDIÇÃO 16963




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