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POLÍCIA
Quarta-feira, 20 de Março de 2024, 09h:37

NA MATA GRANDE

Bandidos tinham "mercadinho" para lavar dinheiro em prisão

Dois presos comandavam o tráfico de drogas e controlavam o fluxo de dinheiro destinado ao presídio

Da Redação
GCom-MT
A Penitenciária de Mata Grande, na cidade de Rondonópolis

A Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Rondonópolis cumpriu, na terça-feira (18), 11 mandados de buscas e apreensões na Operação Mercado Paralelo, que investiga a lavagem de dinheiro para uma organização criminosa, realizada a partir de um mercadinho no interior de uma unidade prisional.

Um dos alvos principais da operação é a companheira de um dos presos reclusos na Penitenciária Major Eldo de Sá Corrêa, em Rondonópolis (212 km ao Sul de Cuiabá).

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Ela atuava na movimentação bancária dos valores arrecadados no tráfico operado por detentos dentro da penitenciária.

Foi detida em flagrante em sua residência com drogas que levaria para a unidade prisional.

A investigação conduzida pela Derf de Rondonópolis começou em 2020, para apurar a atuação de um grupo nos crimes de tráfico, associação e integração de organização criminosa.

A partir das diligências empregadas na coleta de informações, a Polícia Civil identificou entre os investigados, dois deles, detidos na Penitenciária Major Eldo de Sá Corrêa, que comandavam o tráfico de drogas e controlavam o fluxo de dinheiro destinado ao presídio, caracterizando possível crime de lavagem de dinheiro.

A Polícia Civil apurou que os valores arrecadados com o tráfico de drogas custeavam um mercadinho clandestino na unidade de detenção.

Diálogos mantidos entre a investigada e seu companheiro, preso por homicídio, mostram que a mulher era instruída a fazer depósitos de valores em diversas contas bancárias que depois eram sacados para que os presos beneficiados pudessem fazer compras no mercado oficial da penitenciária e depois criar um mercado paralelo onde os produtos são revendidos com preços muito acima dos praticados.

No período investigado, ela chegou a ser detida em flagrante, em 2020, com mais de cinco mil reais e negou que o valor fosse oriundo do comércio de entorpecentes.

A investigada disse ainda que o marido era responsável pelo mercado paralelo existente no Raio 2 da penitenciária regional e que levava, toda semana, em torno de R$ 5 mil destinados a cinco presos.

Na terça-feira, a Derf de Rondonópolis cumpriu mandados de buscas e afastamento de sigilos bancários, deferidos pelo juízo da 5ª Vara Criminal do município.

As ordens judiciais tiveram como alvos dois presos detidos na penitenciária regional e suas respectivas companheiras.

A ação integra a Operação Erga Omnes, do planejamento estadual da Polícia Civil de Mato Grosso, para combate a organizações criminosas.


Edição edição 16957




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