POLÍCIA
Quarta-feira, 01 de Setembro de 2010, 21h:00
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EXECUÇÕES
Assassino entra em escola para matar
O jovem Antenor Lemos dos Santos Neto, de 24 anos, foi assassinado com três tiros que atingiram cabeça e tórax, no momento em que conversava com uma mulher nos fundos da Escola Municipal Senhorinha Ana Alves de Oliveira, no Jardim Vitória. O crime ocorreu ontem, por volta das 8h30. Testemunhas disseram que o autor do assassinato chegou pelo portão da frente e passou pela quadra de esportes, onde estudantes tinham aula de educação física. Ele pediu para que o professor paralisasse as atividades e entrasse para o pátio do prédio porque iria matar uma pessoa nos fundos da escola. Em seguida, alunos e professores ouviram três disparos. Ao verificar o que tinha ocorrido, depararam-se com o cadáver de Antenor caído próximo de um toco. Ele (o criminoso) pediu licença como se fosse tomar um copo dágua. Parece que a vida não tem valor mesmo, relatou uma testemunha. Antenor estava em companhia de uma garota identificada como Glaucia, obrigada pelo criminoso a sair correndo. Após os disparos, o autor do assassinato fugiu a pé como se nada tivesse ocorrido. Policiais militares da Companhia Comunitária do Jardim Vitória foram acionados e fizeram rondas pelas proximidades, mas não conseguiram localizar o criminoso. Segundo policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o crime possui conexão com a execução de Alinor Lúcio de Magalhães, de 60 anos, encontrado morto com o rosto deformado em frente ao barraco onde residia, no Jardim União, vizinho ao bairro onde Antenor foi assassinado. Temos várias testemunhas que viram o autor do assassinato entrar e pedir licença. A identificação dele não está difícil. É uma questão de dias, explicou um dos policiais. No entendimento da polícia, o autor do assassinato de Antenor seria amigo de Alinor e veio vingar a sua morte. A delegada Sílvia Pauluzi, de plantão na DHPP, informou que assim que conseguir a qualificação (nome completo) do criminoso, irá pedir a prisão preventiva dele. O assassinato deixou professores e funcionários da escola estarrecidos. A professora Lurdi Haas, da Secretaria Municipal de Educação (SME) de Cuiabá, esteve na escola para lhes dar apoio moral e se inteirar dos fatos. É uma situação difícil, mas fazemos questão de ressaltar que o homicídio não tem relação alguma com a escola que estava tendo suas atividades normais e o crime ocorreu nos fundos, uma área que pertence à escola, mas não é usada pelos alunos, frisou. (AR)