POLÍCIA
Sábado, 17 de Março de 2012, 13h:52
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SINOP
Amigos de fazendeiro pedem justiça
JULIANA BORGES
Da Reportagem/Sinop
Cinco outdoors foram espalhados pela cidade de Sinop pedindo a solução para o caso do assassinato do empresário e fazendeiro Vanderlei Fialho Sotti, de 43 anos. O crime aconteceu em julho do ano passado e ainda não há qualquer informação precisa do assassino. Para clamar uma solução ao caso, um grupo de pessoas reuniu dinheiro e pagou a confecção dos outdoors, distribuídos pela cidade (três deles em frente o Atacadão, no cruzamento da Avenida das Palmeiras com a Rua das Orquídeas e na Avenida Bruno Martini). Pedimos uma resposta para o homicídio, disse um dos amigos, que não quis se identificar. O crime, que ocorreu na noite do dia 2 de julho, é cercado de mistérios. O corpo foi encontrado na manhã do dia 3 por volta das 9h, pelo irmão da vítima e a esposa. Nada foi roubado dentro da casa, e a vítima foi executada com dois tiros na cabeça. Além de não ter sido levado nada, descartando a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte), na casa não havia sinais de arrombamento. A pessoa que cometeu o crime, ou teria roubado as chaves, ou tem envolvimento da família, informou o amigo. O corpo de Vanderlei Fialho Sotti foi encontrado na cama, e provavelmente ele foi morto quando estava dormindo. Na noite do crime a esposa de Vanderlei não estava em casa e teria dormido na cidade de Cláudia, na casa de sua mãe. Os dois filhos mais velhos estavam em Cuiabá. O homicídio teve repercussão na cidade. Centenas de pessoas compareceram ao velório, realizado durante toda a noite de domingo para segunda-feira, na sede do Sindicato Rural de Sinop. O corpo de Vanderlei foi sepultado no cemitério de Sinop, sob diversas homenagens, inclusive do presidente do sindicato, o produtor rural Antonio Galvan, que discursou durante o sepultamento. Representando toda a classe produtiva de Sinop, Galvan disse esperar por justiça para esse caso tido pelos amigos como absurdo. O Vanderlei era uma ótima pessoa, sempre muito dedicado em tudo o que fazia e muito prestativo com todos. Nunca ouvimos nada de mal dele. Esperamos que a polícia descubra o mandante e o executor desse crime, porque acreditamos que tenha sido encomendado. Foi uma coisa sem lógica, absurdo. É preciso justiça o quanto antes, disse, na época. Vanderlei era proprietário de uma empresa de insumos e produtos agrícolas em Sinop, a Agromaster, e de quatro fazendas (três em Sinop e uma em Cláudia) de produção de grãos.