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POLÍCIA
Sábado, 27 de Outubro de 2012, 19h:30

PASSIONAL

Agente prisional degola ex-mulher em Cuiabá

Casal, que tem dois filhos, estava separado há 20 dias e agressor não aceitou o fim do relacionamento

ADILSON ROSA
Da Reportagem
O agente prisional Juliano Ferreira de Almeida, de 39 anos, degolou a ex-mulher e depois, segundo informações da polícia, usou a faca se matar. Testemunhas relataram aos investigadores que o casal estava separado há 20 dias e ele não aceitou o fim do relacionamento. O crime aconteceu por volta das 14h de ontem no bairro CPA 4, região norte de Cuiabá. O servidor, que está lotado na cidade de Chapada dos Guimarães há oito anos, e foi levado ao Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC) em estado grave, mas não resistiu e morreu. A vítima foi identificada como Gisely Cristina Franco de Almeida, de 34 anos. Ela era professora e lecionava na Escola Estadual Maria Hermínia Alves, localizada na frente da casa dela. Responsável pela equipe da PM que atendeu a ocorrência, o tenente Túlio Aquino Monteiro da Costa relatou que o irmão da vítima ligou para o número de emergência da Polícia Militar. Ao chegar a casa, os policiais encontraram a mulher morta na sala e o ex-marido deitado na área dos fundos. Ele usou a mesma faca que matou a mulher no suicídio. Os golpes atingiram o tórax e o pescoço dele, que foi levado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao PS, onde foi encaminhado ao Centro Cirúrgico e acabou morrendo. De acordo com os investigadores da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o agente prisional estava com problemas emocionais desde que perdeu o pai. Ele apresentava sintomas de depressão quando a esposa pediu a separação. O casal tinha dois filhos, sendo um de 15 anos e outro de cinco anos. No início da tarde de ontem, a esposa retornou a casa para apagar a luze viu o ex-marido no interior do imóvel. Conforme testemunhas, o casal teria discutido e, descontrolado, o agente prisional se armou com uma faca e desferiu os golpes contra a ex-mulher e depois esfaqueou ele mesmo. O delegado João Bosco de Barros, de plantão na DHPP, disse que não tinha como se expressar diante do cenário que encontrou na casa do agente prisional. “Uma tragédia que acabou com a morte de duas pessoas. Uma pessoa que estava em depressão e precisava de tratamento”, lamentou.

Edição EDIÇÃO 16962




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