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POLÍCIA
Segunda-feira, 10 de Março de 2008, 21h:55

ATENTADO

Agente da PF é acusado de abuso sexual

Marcos André da Penha, que estava em Sinop para participar da Operação Arco de Fogo, prestou depoimento ontem, em Cuiabá, sobre queixa de zeladora

TAUANA SCHMIDT
Da Reportagem/Sinop
Prestou depoimento ontem o policial federal acusado de atentado violento ao pudor contra uma mulher de 30 anos, crime supostamente ocorrido em Sinop (a 500 quilômetros de Cuiabá). A vítima é a zeladora de um hotel na cidade, onde o agente federal estava hospedado aguardando para atuar na Operação Arco de Fogo. Marcos André da Penha, 30 anos, foi ouvido pelo delegado Gerson Pereira, da Diretoria da Polícia Civil de Mato Grosso em Cuiabá, e negou todas as acusações. No boletim de ocorrência, registrado por volta de meio-dia do último sábado, a vítima contou que foi violentada no dia anterior, também por volta do meio-dia. De acordo com ela, nesse horário, foi até o quarto do agente para fazer a limpeza de rotina e, quando entrou, percebeu que ele estava tomando banho, pediu desculpas e disse que voltaria mais tarde. Porém, o agente teria dito que poderia esperar, pois ele já estava saindo do banho. Ela, então, afirmou que esperou do lado de fora do quarto até que o acusado, já vestido, saiu e disse que poderia entrar para a limpeza. Quando a vítima entrou, viu a arma do agente posta sobre a cama, no mesmo instante que ele perguntou se ela tinha medo de armas. “Eu disse que sim e então ele tirou a arma para eu poder forrar a cama”, contou à polícia, conforme o registro da ocorrência. Depois, a vítima teria entrado no banheiro para fazer a limpeza, quando percebeu que o agente trancou a porta do quarto e foi atrás dizendo que queria ficar com ela. A vítima tentou se defender dizendo que era casada e que a situação poderia causar problemas para ela no trabalho e em casa, mas o acusado teria insistido e tentou tocar a vítima. A senhora ainda contou que ele a obrigou a masturbá-lo e fazer sexo oral no acusado. Após o ato, ele teria pedido para que ela mantivesse segredo sobre o que aconteceu. A vítima saiu do quarto e contou o fato a uma colega de trabalho e à direção do hotel, que, inclusive, a instruiu para registrar a ocorrência na delegacia. A vítima foi ouvida no sábado à tarde e justificou a demora para registrar o boletim afirmando que saiu do hotel apenas no fim da tarde, quando foi para casa e contou ao marido o que ocorreu, mas que não pôde ir à delegacia naquele instante porque estudava e tinha uma prova marcada para fazer naquela noite.

Edição EDIÇÃO 16967




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