POLÍCIA
Sábado, 12 de Dezembro de 2009, 16h:30
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ALTO VOLUME
Advogado de PM questiona gravações
O advogado Waldir Caldas, que defende o soldado PM Maykon Gonçalo Taques, preso em julho deste ano durante a Operação Alto Volume e que já está em liberdade, solicitou perícia de reconhecimento de voz nas gravações realizadas pela Polícia Civil. Caldas quer saber também dos peritos se as gravações sofreram cortes, caracterizando a edição. O advogado argumentou que a autorização é nula, uma vez que foi feita pela 9ª Vara Criminal de Cuiabá e o processo tramita pela 2ª Vara Criminal de Várzea Grande. São nulas, uma vez que quem autorizou não é o juiz do caso. Autorizações feitas por juiz incompetente não são válidas. Diante da constatação, o advogado solicitou que as provas produzidas por autorização da 9ª Vara sejam retiradas do processo que tramita pela comarca de Várzea Grande. Além disso, Caldas alegou que não foi levada em conta a tecnologia dos chips, uma vez que os aparelhos celulares nem sempre estão sendo utilizados ou são utilizados pela pessoa cujo nome consta no cadastro da empresa concessionária com o seu proprietário, pois nos atuais celulares são usados chips. Maykon foi preso no dia 29 de julho deste ano durante a Operação Alto Volume, desencadeada pela Polícia Civil para combater o tráfico de drogas. Além dele, mais 18 pessoas foram presas. Dois meses depois, a prisão preventiva de 15 delas foi revogada. Três continuam presas por outros crimes. Todos foram denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE) por associação com o tráfico, crime previsto no artigo 35 da nova lei de entorpecentes. De acordo com as investigações, as remessas de cocaína chegavam da Bolívia para Cáceres. De lá, eram trazidas para Cuiabá e de onde eram despachadas para estados do Sudeste e Nordeste. Em cerca de um ano, o bando traficou uma quantidade considerável de cocaína. Em três meses, foram mais de 18 quilos de cocaína apreendidos em vários pontos do país, pois o bando tinha ramificações em outros estados, como Espírito Santo. As investigações, coordenadas pela Gerência de Inteligência Policial (GIP), chegaram até o chefe do bando, preso dia 19 de junho com 15,5 quilos de cocaína em companhia de dois cúmplices. Mesmo com a prisão do chefe, o tráfico continuou. Três dias antes, os policiais prenderam dois ex-PMs, Jorge Avelino da Silva e João Anastácio da Silva Filho, moradores em Cáceres, apontados como fornecedores de cocaína. No dia 3 de julho, os policiais prenderam Ana Alice Castorino, que trazia 2,7 quilos de cocaína escondidos numa sacola. A droga foi despachada por José Carlos e seria recebida por Amareth Rodrigues de Souza.