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POLÍCIA
Quarta-feira, 14 de Setembro de 2011, 18h:44

ADOLESCÊNCIA

Adolescente trocava sexo por droga

Já viciada, menina de apenas 15 anos era obrigada a manter relações sexuais com um grupo de rapazes que, em troca, lhe dava entorpecentes

ADILSON ROSA
Da Reportagem
Uma menina de 15 anos denunciou estar sendo explorada sexualmente por quatro rapazes moradores do CPA. Eles a levavam em um motel para relações sexuais em troca de entorpecente. O fato ocorria há alguns meses. Além de transar com os rapazes, a garota tinha que fazer isso com outros homens. Ao perceber que estava trilhando por um caminho perigoso, ela resolveu contar para a mãe, que acionou a Polícia. A garota estava tentando se livrar dos rapazes, mas estes a ameaçavam caso não voltasse a manter relações sexuais. Anteontem à tarde, ela foi ouvida na Delegacia de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica) e a delegada Liliana Murato optou em colocá-la numa casa de abrigo como forma de livrar dos seus exploradores. O Conselho Tutelar foi acionado, mas não conseguiu uma vaga em dois abrigos para menores em estado de vulnerabilidade. Como teve a porta fechada em ambas, a menina teve que passar a noite no Plantão Metropolitano. “Procuramos o Creas Sentinela no centro de Cuiabá, mas as monitoras só aceitavam recebê-la com autorização da gerente. Liguei várias vezes e ninguém atendeu. Então, fui até a Casa de Retaguarda e o mesmo problema. A gerente nem telefone deixou”, reclamou o conselheiro Devair Rodrigues Ribeiro. Só na parte da manhã é que o conselheiro, com uma autorização da juíza da Vara da Infância e Juventude, conseguiu a vaga para o acolhimento da vítima. Devair lembrou que não é preciso mais de ordem judicial para o internamento, pois os conselheiros tutelares possuem autonomia na procura por vagas. Conforme a adolescente, ela entrou nessa vida devido às “más companhias”, pois quando percebeu já estava a serviço de vários rapazes transando. “Resolvi parar. Não é isso o que eu quero, mas fui ameaçada”, relatou. A garota disse que a mãe ficou triste ao saber o que ela estava fazendo, mas a apoiou e quer que ela fique num local em que esteja protegida. Na Deddica, a delegada continua ouvindo o depoimento de testemunhas e poderá pedir a prisão preventiva dos envolvidos ao fim das investigações. Informações iniciais apontam que nenhum dos envolvidos é menor de idade, o que facilita o trabalho dos policiais.

Edição EDIÇÃO 16966




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