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POLÍCIA
Sexta-feira, 23 de Setembro de 2011, 19h:42

Acusados dizem à polícia que apenas imobilizaram

Os três acusados de assassinar o estudante de Guiné-Bissau Toni Bernardo da Silva disseram que apenas imobilizaram a vítima, contrariando o relato de testemunhas que informaram que o estudante foi seguro pelos PMs e espancado pelo empresário. Os policiais militares Higor Marcell Mendes Montenegro, 24, e Wesley Fagundes Pereira, 24, foram interrogados na presença de um representante da Corregedoria da Polícia Militar. Segundo o delegado Antônio Esperândio, os dois policiais militares que estavam em trajes civis e sentados numa mesa identificaram-se como PMs e imobilizaram o estudante. Em seguida, os três – os dois PMs e o empresário Sérgio Marcelo Silva da Costa, de 27, - passaram a desferir socos e pontapés para o espanto dos clientes. O delegado acrescentou que a vítima aparentava estar sob efeito de drogas ou embriagada. Exames toxicológico, de alcoolemia e necropsia foram requisitados ao Instituto de Medicina Legal (IML). Toni esteve detido em fevereiro deste ano no Plantão Metropolitano pelo crime de furto e por uso de drogas. Policiais plantonistas da DHPP não informaram para onde o empresário seria levado. Os dois militares, por sua vez, serão encaminhados para o Cadeião de Santo Antônio de Leverger. O corregedor-geral da PM, coronel Joelson Sampaio, disse que irá acompanhar as investigações da Polícia Civil, que deve demorar cerca de 20 dias para concluir o inquérito. Após a responsabilização criminal, será discutido internamente na PM o destino dos dois militares. O crime não é considerado militar. A punição pode variar de uma advertência até a exclusão da corporação. (AR, com colaboração de Dafne Spolti)

Edição EDIÇÃO 16963




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