POLÍCIA
Terça-feira, 25 de Janeiro de 2011, 20h:47
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SEIS ANOS DEPOIS
Acusado de matar Letícia vai a júri
Seis anos depois, familiares da estudante Letícia Dutra da Silva, então com 15 anos, poderão acompanhar o julgamento de Alessandro Pinto de Moraes, de 26, que assassinou a adolescente por engano e também feriu o colega dela, Leandro Ivo de Pinho, de 17. Os dois ficaram num fogo cruzado de duas gangues no bairro Santa Isabel, em novembro de 2003. O julgamento está marcado para o dia 14 de fevereiro, em Cuiabá. O confronto armado entre os as gangues rivais Os Irracionais e Bad Boys ocorreu a menos de 200 metros de uma escola estadual do bairro. Dois integrantes do bando se encontraram e deram início a um tiroteio. De acordo com a polícia, a briga aconteceu entre Thiago Gomes de Souza, o Baleia, dos Irracionais, e um rapaz identificado como Reinaldo, da gangue rival. Alessandro foi identificado dias depois e chegou a ser preso, mas responde em liberdade. Segundo a Polícia Civil, a desavença entre os dois grupos já é antiga conhecida dos moradores. Letícia, que acabara de sair da sala de aula e tinha de atravessar o confronto, tentou se esconder atrás de um orelhão. A garota foi atingida com um tiro no braço, que o atravessou e atingiu o tórax. Leandro, que tentou correr quando percebeu o que acontecia, também levou um tiro no abdome. Ele foi socorrido por colegas no meio do fogo cruzado e levado ao hospital. O garoto também retornava da escola. Ele morava a poucos metros da casa de Letícia. A adolescente chegou a ser socorrida por sua mãe e vizinhos, mas morreu cerca de duas horas depois de ter dado entrada no Pronto Socorro Municipal. A mãe ouviu os tiros em casa e foi até a rua para saber o que acontecia. A mulher, desesperada, sacudiu a filha diversas vezes na tentativa de fazer com que ela respondesse aos seus chamados, mas sem sucesso. No mês seguinte, Letícia iria completar 16 anos. Evangélica, Letícia passou a estudar no período noturno, pois durante o dia cuidava de um bebê. O salário ajudava no orçamento da casa onde morava com pai, a mãe e uma irmã de 18 anos. Ela nasceu no bairro e era conhecida da vizinhança.