MUNDO
Sábado, 29 de Março de 2008, 13h:37
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GUERRA AO TRÁFICO
Venezuelanos destroem pistas clandestinas
De acordo com os Estados Unidos, a quantidade de cocaína que passa pela Venezuela aumentou em até 30 toneladas anuais desde 2002
O Exército venezuelano, ao lado da Oficina Nacional Antidrogas (ONA), iniciou ontem uma operação de cinco dias para destruir pistas clandestinas de pouso usadas pelo narcotráfico na fronteira, constatou a France Presse. "A Venezuela está entre o maior produtor [de cocaína] e o maior consumidor do mundo, nossa responsabilidade é diminuir o trânsito das drogas ilícitas que possam pelo país", disse Néstor Luis Reverol, presidente da ONA, durante a apresentação da operação. Segundo Reverol, foram descobertas 67 pistas no estado de Apure (oeste), na fronteira com a Colômbia. De acordo com o Departamento de Estado americano, a quantidade de cocaína que passa pela Venezuela aumentou em até 30 toneladas anuais desde 2002. Em 2006 eram 300 toneladas. O presidente venezuelano, Hugo Chávez, ordenou em julho de 2005 a suspensão do convênio de cooperação com a DEA, a agência antidroga dos Estados Unidos, depois de acusar seus agentes de envolvimento no narcotráfico na espionagem. Em sua última visita a Bogotá, o chefão antidrogas dos Estados Unidos, John P. Walters, acusou Chávez de ser um "importante facilitador do narcotráfico". COLÔMBIA O procurador colombiano Marío Iguarán advertiu que, de acordo com a legislação colombiana, apenas a libertação de Ingrid Betancourt por parte das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) não justificaria a soltura de guerrilheiros presos, como propôs o presidente Alvaro Uribe. "O próprio decreto entende por acordo humanitário quando são entregues a totalidade dos reféns", disse Iguarán, destacando que a Procuradoria apóia o decreto, mas "com a interpretação de que a suspensão condicional da pena, ou a pena alternativa, seja concedida quando se der o acordo humanitário e quando ocorrer a entrega de todos os reféns" das Farc. O funcionário advertiu que a condição estabelecida pela lei para suspender os processos contra os rebeldes e possibilitar as libertações é que se dê o acordo humanitário. O governo colombiano se comprometeu a soltar guerrilheiros das Farc caso ocorra a libertação de Betancourt, cujo estado de saúde é muito grave. "Basta simplesmente que a doutora Ingrid Betancourt seja libertada para considerarmos que o acordo humanitário está vigente e, neste sentido, conceder os benefícios da suspensão condicional da pena dos membros do grupo guerrilheiro", disse em Bogotá o alto comissário da Paz, Luis Carlos Restrepo.