NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Sábado, 20 de Junho de 2026

MUNDO
Quarta-feira, 16 de Março de 2011, 21h:02

CRISE NUCLEAR

Tóquio fica com ares de cidade fantasma

Radiação nuclear na área de Fukushima é extremamente alta, alertam autoridades norte-americanas. Governo japonês pede que população evite estocar alimentos

Regiões em geral movimentadíssimas de Tóquio, com funcionários de escritórios lotando os restaurantes e lojinhas, estão quietas. Muitas escolas permanecem fechadas. As empresas autorizaram os trabalhadores a ficarem em casa. Longas filas se formam nos aeroportos. Enquanto as autoridades japonesas se esforçam para evitar um desastre em um complexo nuclear situado 240 km ao norte da capital, partes de Tóquio parecem uma cidade fantasma. Muitas pessoas estocaram alimentos e permanecem em casa; outras partiram. Com isso, uma das maiores e mais densamente povoadas cidades do mundo teve a aparência transformada. A radiação em Tóquio tem sido desprezível, atingindo brevemente três vezes o índice normal na terça-feira - menos do que o equivalente a um raio-X no dente. Na quarta-feira, os ventos sobre a usina nuclear de Fukushima sopraram em direção ao mar, mantendo os níveis próximos ao normal. Isso, no entanto, pouco fez para dissipar a ansiedade da população com relação ao complexo nuclear de 40 anos com três reatores com derretimento parcial e um quarto com o combustível atômico usado exposto à atmosfera depois do terremoto e do tsunami de sexta-feira. Uma série de eventos importantes foi cancelada, incluindo o Campeonato Mundial de Patinação Artística, a Fashion Week do Japão e a Feira Internacional de Animes de Tóquio. Os organizadores citam as "circunstâncias extremas". Abastados, os banqueiros estrangeiros fogem rápido, alguns em aviões particulares. Entre os bancos cujos funcionários partiram depois de sexta-feira estão o BNP Paribas, o Standard Chartered e o Morgan Stanley, segundo fontes da indústria. RADIAÇÃO A piscina de armazenamento de combustível usado no reator 4 da usina nuclear japonesa Fukushima não tem mais água, o que gera níveis de radiação "extremamente altos", disse o chefe da Comissão Reguladora Nuclear americana (NRC) nesta quarta. "Nós acreditamos que a região do reator possua altos níveis de radiação", disse o diretor da comissão, Gregory Jaczko. "Será muito difícil que trabalhadores de emergência consigam chegar até o local. As doses [de radiação] às quais eles podem ser expostos seriam potencialmente letais em um período curto de tempo", acrescentou. No entanto, Jaczko ressaltou que a NRC tem "acesso limitado" ao que está acontecendo no Japão, e se recusou a especular mais sobre o assunto. ALIMENTOS O governo do Japão pediu ontem que a população das regiões menos afetadas pelo terremoto tenha moderação ao comprar comida e combustível. Em entrevista coletiva, o porta-voz do governo, Yukio Edano, garantiu que não haverá desabastecimento no país e por isso é desnecessário e prejudicial estocar em excesso.

Edição EDIÇÃO 16966




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL