MUNDO
Segunda-feira, 08 de Março de 2010, 20h:58
A
A
NATUREZA
Terremoto de magnitude 6 mata na Turquia
No Chile, o frio incipiente e as primeiras chuvas no sul do país poderão agravar a situação crítica de milhares de pessoas que ficaram desabrigadas
O premiê da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, alertou ontem que os moradores das vilas da Província de Elazig atingidas pelo terremoto de magnitude 6 não voltem para casa, sob risco de mais desmoronamentos diante das dezenas de novos tremores que atingem a região. Erdogan ordenou o envio de abrigos para os afetados pelo terremoto da madrugada de segunda-feira, que deixou ao menos 51 mortos. Segundo o premiê, a frágil estrutura das casas construídas com barro e madeira é responsável por muitas das mortes. Ele disse que a agência de habitação do governo já envia casas pré-fabricadas e cozinhas móveis para as regiões afetadas até que sejam construídas moradias a prova de terremoto. O Crescente Vermelho na Turquia também enviou tendas e cobertores aos afetados pela tragédia. O governo chegou a dizer que o terremoto deixou 57 mortos, mas depois revisou o balanço para 51, sem explicar a discrepância. Os danos foram maiores na vila de Okcular, onde ao menos 15 dos 900 moradores morreram, segundo o governo de Elazig. A medida que os parentes chegavam em busca de notícias, as autoridades bloquearam a área para que as ambulâncias e equipes de resgate pudessem circular pelas ruas estreitas do local. Com medo de voltar para casa, os moradores acenderam fogueiras a céu aberto para se manter aquecidos no inverno, com montanhas cobertas de neve ao fundo. CHILE O governo chileno advertiu ontem que o frio incipiente e as primeiras chuvas no sul do país poderão agravar a situação crítica de milhares de pessoas que ficaram desabrigadas depois do terremoto de 8,8 graus seguido de tsunami. Um total de 497 vítimas já foram identificadas, segundo o vice-ministro do Interior, Patricio Rosende Após nove dias do tremor, fortes réplicas continuam a atingir o país, com mais de uma dezena de sismos de intensidade média, que causam pânico entre a população. Domingo, chuviscou em algumas regiões do sul, com a proximidade do inverno austral que, somado às baixas temperaturas, complicaria a situação precária de milhares de pessoas em povoados devastados pelo tremor ou varridos do mapa após as ondas gigantes. O governo não divulgou o número exato de pessoas dormindo nas ruas ou em albergues improvisados, mas o ministro do Interior, Edmundo Pérez Yoma, informou que já foram enviadas 5.000 barracas às regiões afetadas, para dar abrigo a 30 mil pessoas.