MUNDO
Segunda-feira, 17 de Agosto de 2009, 20h:53
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AFEGANISTÃO
Taleban ameaça reta final de campanha
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou, ontem, que a guerra no Afeganistão é uma "necessidade" e não uma "escolha" para os americanos
A campanha para as eleições presidenciais desta semana no Afeganistão chegou ontem ao fim à sombra das ameaças à votação feitas pelo Taleban. O grupo radical islâmico, que governou o país de 1996 até 2001, quando foi derrubado pela invasão militar liderada pelos Estados Unidos, anunciou um boicote à eleição e prometeu atrapalhar a votação. No domingo, folhetos atribuídos ao Taleban foram distribuídos pelo sul do país ameaçando atacar locais de votação durante o pleito da quinta-feira. Nas últimas semanas, o Taleban vem intensificando suas ações. No sábado, um atentado com um carro-bomba atribuído ao grupo matou sete pessoas em frente à sede da Otan em Cabul, numa das áreas consideradas mais seguras e protegidas da capital. O atentado do sábado foi o primeiro de grandes proporções na capital desde fevereiro, quando atiradores armados invadiram o Ministério da Justiça. SEGURANÇA Cerca de 200 mil soldados e policiais das forças afegãs de segurança, além de 100 mil soldados da Otan, trabalharão para tentar garantir a segurança dos postos de votação na quinta-feira. Mas apesar do reforço, autoridades eleitorais afegãs dizem temer pela segurança da votação e estimam que até 12% das 7 mil seções eleitorais têm sua abertura ameaçada por causa da violência. MORTES Um soldado e um civil americanos foram mortos em ataques diferentes no Afeganistão, ontem, último dia de campanha eleitoral no país antes da votação na quinta. A escalada da violência no país aumenta o temor quanto ao sucesso das eleições, consideradas uma prova de fogo para a estratégia dos Estados Unidos na região. De acordo com a Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf, na sigla em inglês), a explosão de uma bomba na beira de uma estrada matou um soldado dos EUA, no sul do país. No leste, homens armados atacaram uma patrulha e mataram um civil americano que atua ao lado do Exército, ainda conforme a Isaf. No total, 22 militares americanos já foram mortos no Afeganistão, neste mês de agosto. GUERRA O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou, ontem, que a guerra no Afeganistão é uma "necessidade" e não uma "escolha" para os americanos. Durante um discurso para veteranos de guerra no Estado americano do Arizona, Obama disse que a rede extremista Al-Qaeda planeja novos ataques contra os Estados Unidos, o que torna o combate à rede e ao grupo Talebã "fundamental para a defesa dos EUA".