MUNDO
Terça-feira, 30 de Novembro de 2010, 21h:24
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GUERRA FRIA
Site revela arsenal dos EUA na Europa
WikiLeaks revela que os EUA mantêm arsenal nuclear da Guerra Fria na Europa. Próximo alvo do WikiLeaks pode ser o Bank of America, diz agência
Wikileaks Documentos diplomáticos americanos vazados pelo site WikiLeaks nesta semana revelaram que os Estados Unidos ainda mantêm um arsenal de armas nucleares táticas da época da Guerra Fria na Europa, além de sua localização detalhada. A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) condenou o vazamento como "irresponsável e perigoso", mas não confirmou diretamente a existência das armas. Segundo os telegramas diplomáticos, a maioria das bombas nucleares táticas dos EUA estão na Bélgica, Alemanha, Holanda e Turquia. Apesar da suspeita sempre ter existido, Otan e outros governos se recusavam a confirmar formalmente a existência das armas. A lista incluiria ainda a Itália e o Reino Unido, países não citados nos documentos do WikiLeaks. Armas nucleares táticas, ou não estratégicas, são normalmente de curto-alcance e incluem mísseis terra-terra com alcance de menos de 500 km e armas lançadas do ar ou do mar com alcance de menos de 600 km. As armas estratégicas compreendem bombas com potencial para destruição em massa. Especialistas ressaltam que as armas táticas podem ser mais perigosas que as estratégicas, já que são menores e mais vulneráveis a roubo. As bombas B-61, mais antiga arma nuclear dos EUA, foram fabricadas na década de 50. Elas eram partes do esforço de Washington para demonstrar comprometimento com a defesa dos países da Otan durante a Guerra Fria, instalando-as em potenciais campos de batalha. Recentemente, vários ex-políticos europeus pediram a remoção das armas, dizendo que elas não têm mais propósito prático. Mesmo assim, o arsenal nuclear continua no centro da nova doutrina da Otan, conhecida como "Conceito Estratégico" e adotada durante cúpula em Lisboa (Portugal), neste mês. Um dos documentos revelados pelo WikiLeaks retrata uma conversa, em 10 de novembro de 2009, entre o embaixador americano na Alemanha, Philip D. Murphy, o secretário-assistente dos EUA Philip Gordon e o conselheiro de política externa da Alemanha, Christoph Heusgen. NOVO ALVO A "próxima vítima" do WikiLeaks será um grande banco americano, adiantou o fundador do site, Julian Assange, em entrevista divulgada ontem pela revista "Forbes", sem identificar qual seria esse banco. Porém, em uma entrevista dada em 2009 à revista "Computerworld", Assange disse ter cinco gigabytes de dados do computador de um executivo do Bank of America - o que poderia indicar que este será o banco a ter seus segredos revelados. O advogado de Assange em Londres, Mark Stephens, afirmou que não foi possível contatar seu cliente para comentar se os documentos dos quais falou à "Forbes" são os mesmo documentos do Bank of America que mencionou em entrevista à revista "Computerworld" há pouco mais de um ano.