"Devo dizer que esta talvez seja minha última contribuição ao Estado". Assim o vice-primeiro-ministro israelense, Shimon Peres, confirmou em reunião do partido Kadima, que deu o aval para sua candidatura à Presidência de Israel ontem. Aos 83, enfrentará sua última disputa no dia 13 de junho no Plenário do Parlamento (Knesset), onde tentará pela segunda vez chegar a Presidência. "Decidi responder aos apelos para ser candidato à Presidência", disse o ex-premier a outros parlamentares do seu partido, o centrista Kadima, um dia depois de o líder partidário, o primeiro-ministro, Ehud Olmert, oferecer apoio ao veterano estadista. Os 120 deputados de Israel vão eleger no dia 13, em turno único, o presidente entre três candidatos. O aval do Kadima, que tem a maior bancada (29 deputados), torna Peres o favorito a suceder Moshe Katsav. Mas o voto é secreto, e analistas acham o resultado imprevisível. "Ocupei praticamente todas as principais posições no país", disse Peres, atualmente vice-premiê. "Conheci os fracassos, mas também tive sucessos, e espero ter contribuído para a construção da nação", acrescentou Peres, 83 anos, vencedor do Nobel da Paz.